Professora de filosofia denuncia erros da PRPPI que levaram à reprovação de projeto de pesquisa sobre discriminação de gênero
Atraso no cronograma, erro de cálculo e revisão indevida estão entre as denúncias apresentadas
Lançando para selecionar projetos para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), o Edital nº 16 da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PRPPI) reprovou a pesquisa “Discriminação de gênero: uma análise do papel da religião no controle da sexualidade”.
Além do projeto de autoria da professora de filosofia do campus Arapiraca, Ellen Maiane, outras 15 inscrições foram eliminadas, sendo metade na área de ciências humanas, com objeto de pesquisa gênero e relações de trabalho.
Em seu recurso à PRPPI, a docente alegou que sua reprovação se deu por erro no sistema de submissão no momento da importação de seu currículo lattes para o Sigaa – problema já conhecido pela Instituição e pelos/as coordenadores de pesquisa.
“No ato da submissão do projeto, eu identifiquei o erro na importação do meu currículo que só contabilizava 2,0 pontos. Entrei em contato com a coordenação de pesquisa que me orientou incluir manualmente. No entanto, mesmo após eu ler os tutoriais e seguir os ritos, não funcionava. Não conseguia inserir manualmente pois notificava conflito de dados. Foi então que submeti o projeto e esperei o prazo para recursar. Recursei solicitando que analisassem o meu currículo lattes e isso não foi feito”, afirma a professora em seu pedido à PRPPI.
Ao invés de estimular o desenvolvimento de pesquisas e corrigir, através do recurso, o problema já percebido pela docente no ato da inscrição, contabilizando corretamente seu currículo lattes, a PRPPI decidiu revisar e baixar a nota do projeto de pesquisa.
“Meu projeto foi errônea e injustamente reprovado”, afirmou a docente, que em seu recurso ainda alertou outros erros, como de o Edital não falar sobre a nota de corte da pontuação final e o atraso completo do cronograma estabelecido.
Para o Sintietfal, os pontos apresentados pela docente acedem um sinal de alerta da importância da instituição repensar sua política de estímulo à pesquisa.
“Nós não queremos, de forma alguma, gerar atrasos ainda maiores a um processo que já teve tantos descumprimentos de prazo, muito menos prejudicar os/as companheiros/as servidores/as que tiveram seus projetos já aprovados. No entanto, as falhas apontadas pela sindicalizada são muito importantes e, portanto, não podem ser ignoradas. Precisam vir ao conhecimento da comunidade acadêmica, principalmente porque não foram satisfatoriamente respondidas pela Pró-reitoria”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Em virtude desse problema, docentes de filosofia e sociologia estão formulando uma carta à Reitoria com críticas e sugestões relacionadas política de incentivo à pesquisa e inovação no Ifal.



