Aposentados/as pressionam, mas reitor não responde se apoia o retorno das aposentadorias e pensões para o Ifal
Gestor viajou com o compromisso de dialogar com Conif e MGI, além de pedir parecer à Procuradoria sobre possibilidade de rescisão do Acordo de Cooperação com o INSS
Dezenas de aposentados/as e pensionistas compareceram na Reitoria do Ifal, nesta segunda-feira, dia 3 de julho, na tentativa de convencer o reitor Carlos Guedes, a abraçar a luta pelo retorno dos/as inativos para o Instituto.
Foram dois meses de espera e três longas horas de reunião para sair do gabinete do reitor com a sensação de abandono por parte da gestão do Ifal daqueles que tanto contribuíram com a história da instituição e, hoje, encontram-se desamparados/as no INSS.
“A avaliação generalizada é que há um sentimento de frustração em relação à postura da reitoria na reunião. O reitor não se comprometeu com o interesse do Ifal em trazer de volta os/as aposentados/as e pensionistas para o Ifal”, avaliou o presidente do Sintietfal, Yuri Buarque, após a reunião que contou com cerca de 50 pessoas presencialmente e outras 45 virtualmente.
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A reivindicação principal da reunião foi que o reitor rompesse o Acordo de Cooperação Técnica com o INSS, que transferiu para o órgão a competência de conceder e administrar as aposentadorias e pensões do Ifal. Mesmo sem sinalizar ser favorável ou não, o reitor se comprometeu a encaminhar consulta sobre a viabilidade jurídica do desfazimento do acordo à Procuradoria Federal.
De todos/as, a única voz dissonante foi a do indicado por Bolsonaro para coordenar a centralização das aposentadorias e pensões no INSS, Olacir Luchetta, que participou da reunião para defender o Decreto nº 10.620/21 e os interesses do governo derrotado.
O reitor, por sua vez, esteve vacilante e inseguro. Disse que antes de tomar uma decisão precisaria ouvir sua equipe de gestão, o reitor do Instituto Federal de Rondônia (único que também aderiu ao Decreto nº 10.620/21) e a chefa do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Ester Dweck, em reunião nesta quarta-feira, dia 5 de julho.
“A gente precisa ouvir o Instituto Federal de Rondônia, o Conif e a Rede Federal. Vou discutir com o Paulão se ele nos acompanhará na reunião com a Ministra Dweck e tentar uma agenda específica sobre esse tema. Vou encaminhar esse pedido de análise ao procurador sobre a possibilidade legal de romper o acordo de cooperação técnica. A partir desses esclarecimentos, a gente pode tomar uma posição”, disse o Reitor Carlos Guedes.
“Reunião desgastante, aposentados aguentaram atraso do reitor de mais de uma hora, ficaram sem se alimentar, para, ao final, ao ser questionado se sua gestão tinha interesse em trazer os aposentados para o IFAL, ele respondeu NÃO! Jamais vi tamanha falta de compromisso com servidores que dedicaram uma vida à instituição!”, avaliou a aposentada Simone Patriota.
Os presentes, mesmo descontentes com o resultado, decidiram ampliar a mobilização e a campanha pelo retorno das aposentadorias e das pensões para o Ifal e voltar em número ainda maior no próximo encontro.
“Nós cobramos que o reitor, logo após seu retorno de Brasília, possa nos receber de volta com uma posição mais definitiva. Essa situação atinge hoje os aposentados/as, mas ameaça também os servidores/as da ativa. Por isso, queremos o retorno das nossas aposentadorias e pensões para o Ifal já”, completou Buarque.






