Sintietifal defende revogação imediata do Novo Ensino Médio
No ato realizado na última quarta-feira (15), o Sintietfal se posicionou contra a Lei 13.415/2017, que instituiu o chamado “Novo Ensino Médio”. Ao microfone, Artur dos Anjos defendeu a revogação imediata da medida.
“Estamos pressionando o governo para que essa reforma, prejudicial aos estudantes, seja revogada e que nem deveria ser pautada. O governo quer prolongar essa discussão, mas essa reforma deve ser revogada com urgência”, disse o dirigente sindical.
A manifestação reuniu estudantes secundaristas, universitários e professores/as da rede estadual e federal em frente à sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), localizada no bairro do Farol, dentro do Cepa. Em passeata, diante das escolas, foram denunciados problemas consequentes do NEM, como por exemplo, ofertar aos/às jovens de escolas públicas cursarem itinerários de qualificação profissional de baixa complexidade e ofertados de maneira precária, sem infraestrutura.
“O que vamos fazer com ‘estudos orientados’, que muitas vezes a gente nem tem essa aula, ficamos sem fazer nada na escola, no lugar de termos algum curso que acrescente em nossa vida. Mas não, colocam uma coisa que não tem nada a ver com nada”, disse uma estudante do CEPA.
O professor de química da Escola Estadual Moreira e Silva, Jonathan Augusto, relembrou o quão antidemocrática foi a reforma. “Não podemos perder de perspectiva que a reforma, ou melhor, a contrarreforma, foi imposta sem nenhum tipo de discussão com professores e alunos. Se ela não foi aceita pelos mesmos, ela precisa ser revogada. Não há outra opção”, disse o docente.
O Dia Nacional da Luta pela Revogação do Novo Ensino Médio foi marcado por mobilizações em todo Brasil. O governo federal, por sua vez, não se pronunciou acerca das manifestações. No momento, uma comissão está instituída para realização de consulta pública sobre o tema.



