30 de janeiro de 2023

Vote para a escolha do nome do auditório do Sintietfal

A Comissão Organizadora da Inauguração da sede do Sintietfal divulgou nesta segunda-feira, dia 30 de janeiro, as três propostas finalistas para nomear o auditório da entidade: Maninha Xukuru Kariri, Jarede Viana e Manoel Lisboa de Moura. Dentre os escolhidos, você decidirá o melhor.

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A votação tem início nesta segunda, a partir das 12 horas, e segue até às 17 horas da terça-feira. Apenas sindicalizados/as têm direito ao voto e poderão escolher um único nome dentre as três opções apresentadas.

Yuri Buarque, presidente do Sintietfal, afirma que “foi muito difícil escolher apenas três nomes. Foram tantas propostas boas que a Direção decidiu adicionar algumas surpresas no dia da inauguração, fazendo menção honrosa principalmente àqueles/as que foram vítimas da COVID-19”.

A inauguração da nova sede do Sintietfal ocorre nesta semana, no dia 4 de fevereiro, às 18h30. O evento contará com lançamento de livros do edital “Sintietfal publica”, homenagem aos 30 anos de Sintietfal e muita música boa. A sede permanece localizada na Rua França Morel, 136 – Centro, mas foi totalmente reformada e agora possui um auditório de 120 lugares, banheiros acessíveis, plataforma elevadora para cadeirantes, sala de reunião e muito mais. Seu funcionamento segue de segunda à sexta, das 8h às 17h.

Confira as propostas finalistas abaixo:

Maninha Xukuru-Kariri  

Etelvina Santana da Silva, mais conhecida como Maninha Xucuru, foi umas das primeiras lideranças indígenas femininas. Nascida em 1966, na aldeia Xucuru-Kariri, em Palmeira dos Índios, fazia parte de uma família de guerreiros que, cansados de cobrar das autoridades a devolução das terras pertencentes aos antepassados, retomaram suas terras, na fazenda do Canto. Nessa aldeia, Maninha andava km para ter acesso à escola. Após o Ensino Médio, com o sonho de ser médica mudou-se para Recife com bolsa que deveria ser paga pela FUNAI. Sem estudar e trabalhando como balconista, em 1988, decide retornar à sua aldeia e encontra seu povo divido em conflito por terra. Em 1994, coordena mais uma retomada de terra. Sua liderança, a tornou coordenadora por 16 anos da Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme), sendo primeira mulher a ocupar o posto entre caciques. Em 11 de novembro de 2006, Maninha falece no hospital de Palmeira dos Índiospor falta de atendimento médico, após uma parada cardiorrespiratória.

 

Jarede Viana

Jarede Viana de Oliveira nasceu em Maceió no dia 24 de outubro de 1938. Iniciou sua militância no movimento estudantil, em plena Ditadura Militar. Em 1968, cursando pedagogia na Ufal, presidiu o Diretório Acadêmico de seu curso. Após um período na clandestinidade, Jarede volta à ativa, tendo participação destacada na luta pela Anistia e na organização das mulheres alagoanas. Por sua militância, não conseguiu renovação de seu contrato como docente da UFAL. Enquanto professora, foi uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) e membra do Conselho Estadual de Educação. Viana também foi servidora da Escola Técnica Federal de Alagoas (hoje, Ifal) e teve um importante papel na luta pela democratização do CEFET. Em 1982, participou da fundação da União das Mulheres de Maceió (UMMa) e se elegeu vereadora pelo PMDB. Liderou o movimento contra a violência e pela instalação da Delegacia de Mulheres e do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres (1985/1986). Foi dirigente do PCdoB e, posteriormente, do PT. Jarede Viana faleceu no dia 7 de setembro de 2008, vítima de um câncer no intestino.

 

Manoel Lisboa

Herói da luta contra a ditadura militar no Brasil, Manoel Lisboa de Moura nasceu em 21 de fevereiro de 1944 em Maceió e desde muito jovem participou intensamente da luta pela transformação social do Brasil. Estudou no Colégio Liceu Alagoano, quando foi diretor da União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas. Já como estudante de Medicina na Ufal, fundou um Centro Popular de Cultura da UNE. Em maio de 1966, Manoel foi um dos fundadores do Partido Comunista Revolucionário e o seu principal dirigente, organizando a resistência à ditadura e a luta popular pelo socialismo. Por sua atuação política, foi perseguido pela ditadura fascista e obrigado a ingressar na clandestinidade. Em 1973, Manoel Lisboa foi sequestrado, barbaramente torturado e assinado em São Paulo, no dia 4 de setembro. Apenas em 2003, 30 anos depois, seus restos mortais foram exumados do cemitério clandestino de Perus (SP) e transladados para Alagoas, onde foi velado e sepultado com homenagens e reconhecimento por sua vida dedicada à luta revolucionária.

 

 

30 de janeiro de 2023

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