Governo Bolsonaro dá calote em estudantes, mas tenta comprar blindados de R$ 5 bi
200 mil bolsas da Capes não foram pagas em dezembro
Capes sem dinheiro para pagar 200 mil bolsas de mestrado e doutorado no mês de dezembro; 14 mil residentes de medicina também sem receber; e confisco das verbas dos Institutos e Universidades Federais. Esse é o retrato da Educação no último mês do governo Bolsonaro.
Ainda assim, logo após o corte de R$ 1,68 bilhão do Ministério da Educação, o mesmo governo tentou comprar 98 blindados italianos para Exército brasileiro no valor de R$ 5 bilhões. A compra, que aconteceria nesta segunda-feira, 5 de dezembro, com o valor quase três vezes maior do que o confiscado da educação, foi suspensa provisoriamente pelo desembargador Wilson Alves de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Na ação, o magistrado entendeu que não existe necessidade da compra de equipamentos bélicos neste momento, uma vez que cortes bilionários foram feitos no último período atingido setores como a educação e saúde, entre outras áreas sociais.
Em sua defesa, os militares argumentaram que a compra dos 98 blindados custaria R$ 3,3 bilhões e faz parte da política de renovação da fora, que pretende adquirir o total de 221 unidades do modelo italiano.
Para o Sintietfal, a ação do governo revela seu descompromisso e sua crueldade com a educação, a ciência e a tecnologia. “Esse governo inimigo da educação e do povo brasileiro quer deixar estudantes passarem o Natal com fome, sem ter bolsas justamente nesse período do ano. E não é falta de dinheiro, vejam que existem três vezes mais recursos para comprar blindados. Esse governo é perverso e criminoso. Bolsonaro precisa ser responsabilizado e sair da presidência direto para a cadeia”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Paralisação #pagueminhabolsa
Como forma de protestar contra o não pagamento da bolsa, a Associação Nacional de Pós-Graduandos/as (ANPG) convocou uma paralisação de todas os/as cientistas e bolsistas a partir desta quinta-feira, dia 8 de dezembro, por tempo indeterminado.
“A situação atual é consequência direta da escandalosa devassa nas contas públicas que Jair Bolsonaro realizou para garantir recursos para o orçamento secreto e sua reeleição, associado aos efeitos de sua política econômica. Em virtude disso, há bloqueio financeiro que não permitem que a CAPES, Universidades e outros órgãos cumpram com suas obrigações financeiras, como pagamento de água, luz, terceirizados e as bolsas de assistência estudantil e de estudos, no Brasil e exterior, como mestrado, doutorado e residências”, afirmou a entidade nacional em nota.
Sobre a bolsa
O/a pesquisador/a de mestrado e doutorado produz ciência e busca com seu conhecimento melhorar a vida da sociedade. O/a bolsista não tem vínculo empregatício, não recebe 13º férias, não tem direito a férias ou qualquer outro direito trabalhista. O auxílio de R$ 1,5 mil (mestrado) e R$ 2,2, mil (doutorado), congelado desde 2013, serve para que este/a se dedique exclusivamente à pesquisa. Caso não a conclua no prazo determinado é obrigado a devolver todo o dinheiro recebido.
Capes sem dinheiro para pagar 200 mil bolsas de mestrado e doutorado no mês de dezembro; 14 mil residentes de medicina também sem receber; e confisco das verbas dos Institutos e Universidades Federais. Esse é o retrato da Educação no último mês do governo Bolsonaro.
Ainda assim, logo após o corte de R$ 1,68 bilhão do Ministério da Educação, o mesmo governo tentou comprar 98 blindados italianos para Exército brasileiro no valor de R$ 5 bilhões. A compra, que aconteceria nesta segunda-feira, 5 de dezembro, com o valor quase três vezes maior do que o confiscado da educação, foi suspensa provisoriamente pelo desembargador Wilson Alves de Souza, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Na ação, o magistrado entendeu que não existe necessidade da compra de equipamentos bélicos neste momento, uma vez que cortes bilionários foram feitos no último período atingindo setores como Educação e Saúde, entre outras áreas sociais.
Em sua defesa, os militares argumentaram que a compra dos 98 blindados custaria R$ 3,3 bilhões e faz parte da política de renovação da frota que pretende adquirir, num total de 221 unidades do modelo italiano.
Para o Sintietfal, a ação do governo revela seu descompromisso e sua crueldade com a educação, a ciência e a tecnologia. “Esse governo inimigo da educação e do povo brasileiro quer deixar estudantes passarem o Natal com fome, sem ter bolsas justamente nesse período do ano. E não é falta de dinheiro, vejam que existem três vezes mais recursos para comprar blindados. Esse governo é perverso e criminoso. Bolsonaro precisa ser responsabilizado e sair da presidência direto para a cadeia”, afirmou Yuri Buarque, presidente do Sintietfal.
Paralisação #pagueminhabolsa
Como forma de protestar contra o não pagamento da bolsa, a Associação Nacional de Pós-Graduandos/as (ANPG) convocou uma paralisação de todas os/as cientistas e bolsistas a partir desta quinta-feira, dia 8 de dezembro, por tempo indeterminado.
“A situação atual é consequência direta da escandalosa devassa nas contas públicas que Jair Bolsonaro realizou para garantir recursos para o orçamento secreto e sua reeleição, associado aos efeitos de sua política econômica. Em virtude disso, há bloqueio financeiro que não permite que a CAPES, Universidades e outros órgãos cumpram com suas obrigações financeiras, como pagamento de água, luz, terceirizados e as bolsas de assistência estudantil e de estudos, no Brasil e exterior, como mestrado, doutorado e residências”, afirmou a entidade nacional em nota.
Sobre a bolsa
O/a pesquisador/a de mestrado e doutorado produz ciência e busca com seu conhecimento melhorar a vida da sociedade. O/a bolsista não tem vínculo empregatício, não recebe 13º, não tem direito a férias ou qualquer outro direito trabalhista. O auxílio de R$ 1,5 mil (mestrado) e R$ 2,2, mil (doutorado), congelado desde 2013, serve para que este/a se dedique exclusivamente à pesquisa. Caso não a conclua no prazo determinado é obrigado a devolver todo o dinheiro recebido.



