Servidores/as do Ifal aprovam ingresso em Estado de Greve. Saiba o que significa
Em defesa do serviço público e da recomposição salarial de 19,99%, os/as servidores/as do Ifal aprovaram o ingresso em Estado de Greve. A decisão foi tomada, de forma unânime, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira, 23 de março, pelo google meet.
Diferente do indicativo de greve ou da deflagração da greve em si, o Estado de Greve é um momento de alerta sobre a possibilidade de deflagração de uma greve, sem haver a suspensão das atividades laborais. Busca trazer a reflexão, o debate e a mobilização em torno das pautas e reivindicações dos/as trabalhadores/as, que pode vir ou não a culminar em uma greve.
“O governo Bolsonaro tem sido o inimigo nº 1 do serviço público e da educação. É consenso na categoria que precisamos lutar e resistir. Entretanto, a assembleia avaliou o importante momento de retorno presencial de toda a comunidade acadêmica após dois anos de pandemia e que, neste momento, é necessário manter o Ifal aberto para mobilizar estudantes, TAEs e professores para defender a educação pública”, disse Elaine Lima, presidenta em exercício do Sintietfal.
Assembleia Geral
Com mais de 100 presentes e com um rico debate, a Assembleia Geral debateu a importância da greve como instrumento legal e legítimo dos/as servidores/as, principalmente neste momento de alta dos preços e congelamento salarial. Só nos últimos três anos, o funcionalismo público sofreu a perda de 19,99%.
“São 4 anos de massacre, preços aumentando de tudo e nossos salários sendo corroídos. Não queremos aumento de salário, queremos apenas a reposição do salário. Portanto, antes da crítica aos servidores compreendam o contexto que a sociedade brasileira passa, o cenário que os servidores de um modo geral tem vivenciado nos últimos anos, não apenas nos últimos dois anos. Vemos o desgoverno e o presidente organizar motociatas, churrascos, festas, gastos com cartão cooperativo, dando aumento para determinadas categorias em detrimento de outras, cortando recursos dos Institutos e Universidades. É justo tudo isso? Querem que fiquemos, nós servidores, assistindo? Vocês vão criticar os servidores ao invés do governo federal? Mais respeito para com os profissionais da educação”, afirmou o diretor sindical Claudemir Martins.
Por outro lado, os/as presentes ponderaram que paralisar neste momento de retorno presencial pode não ser tático para aumentar a mobilização da categoria e dos/as estudantes para a luta em defesa da educação. Por isso, a deliberação foi manter as atividades laborais, com assembleias semanais para avaliar o movimento grevista nacional e deliberar sobre a possibilidade do início da greve no Ifal.
Cenário Nacional
Com a pauta de reivindicações protocolada desde o dia 18 de janeiro, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e o Fórum Nacional Permanente das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) teve a primeira reunião com o Ministério da Economia na terça-feira, 22 de março.
Entretanto, mesmo diante da iminência da greve, o governo não apresentou nenhuma contraproposta diante da pauta do funcionalismo público e prometeu comunicar até o dia 1 de abril, se abriria ou não uma mesa de negociação com o funcionalismo público.
Diante disso, os/as servidores/as federais estão convocando uma jornada de luta nos dias 29 a 31 de março, em Brasília. Algumas categoria, como o INSS já tem uma adesão grande à greve. Outros setores, como a educação, ainda tem discutido sobre o movimento paredista.
O Sinasefe está realizando, nesta quarta-feira, 23, e quinta-feira, 24, a 172ª Plenária Nacional para debater sobre a adesão à Greve Nacional do Serviço Público Federal. Por decisão da Assembleia do Sintietfal, os/as dirigentes sindicais Elaine Lima, Flávio Veiga e Renato Lobo, representante a seção sindical na Plena.
+++ Acompanhe a cobertura a 172ª Plenária Nacional em tempo real




