11 de novembro de 2021

Segurando cartões de vacina, servidores/as do Ifal protestam por retorno gradual e seguro para todos/as

Ato também realizou homenagem a docentes e TAEs vitimados pela covid-19

Com cartões de vacina em mãos e camisas pretas, servidores/as do Ifal realizaram na manhã desta quarta-feira, dia 10 de novembro, um ato pelo retorno gradual e seguro para todos/as no Ifal.

A mobilização reivindicou respeito aos TAEs na volta ao trabalho presencial, adoção de passaporte sanitário no Ifal e garantia das 30 horas nos ambientes organizacionais da instituição.

“Foi um ato importante para mostrar à reitoria que somos contra esse retorno ao trabalho presencial, sem diálogo e de forma impositiva, principalmente para os TAEs. Também queremos voltar à presencialidade, mas com gradatividade e segurança para todos/as”, disse Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.

O ato teve início às 9 horas, na entrada da reitoria, com falas no carro de som e homenagem aos/às servidores/as do Ifal vitimados pela covid-19. Por volta das 11 horas, os/as manifestantes subiram e visitaram os setores da reitoria, dialogando com os/as servidores/as em cada sala. A manifestação finalizou por volta das 12h com uma reunião com a reitora em exercício e a equipe de gestão.

Na entrada da reitoria, foi realizada uma intervenção simbólica em homenagem aos/às servidores/as do Ifal, que não puderam retornar ao trabalho após esse um ano e meio de pandemia e atividades remotas. Sob aplausos e gritos de “presente”, fotos dos/as colegas/as que tombaram foram pregadas na entrada da reitoria.

“Foi um marco importante na luta pela memória e pelo passaporte de vacina no Ifal. É de extrema importância que esse retorno presencial às atividades acadêmicas seja o mais seguro possível. Mas, não há segurança sem passaporte de vacina. Passaporte de vacina é uma das garantias mais eficazes de segurança e proteção de nossa comunidade. Além de honrar a memória dos/as servidores/as que infelizmente foram vítimas dessa pandemia e do negacionismo que atrasou a vacinação no país”, disse Elaine Lima, vice-presidenta do Sintietfal, que estuda formas de garantir o passaporte sanitário, seja por meio do Conselho Superior ou em esfera judicial, como hoje já ocorre em diversas instituições de ensino no país.

Ao final da mobilização, o Sintietfal foi recebido pela reitora em exercício, Cledilma Costa, e pró-reitores, mas a reunião não representou nenhum avanço com relação às pautas apresentadas.

“Nessa reunião repetimos nossas pautas prioritárias e as reivindicações que a categoria tem apresentado, mas, infelizmente, a reitoria deixou claro que não vai ter mudança de posicionamento. Na compreensão da reitoria, o retorno dos TAEs já está sendo gradual, pelo fato de instituírem 4 horas de trabalho presencial. Enquanto que nós acreditamos que há uma disparidade muito grande entre o que está sendo entendido para as atividades acadêmicas e as atividades”, disse Yuri Buarque, diretor do Sintietfal.

Para o sindicato, apesar da negativa da gestão, a categoria precisa continuar mobilizada e cobrando. “Essa luta não acaba aqui. A reitoria disse que vai permanecer avaliando esse processo de retorno. O Sintietfal se colocou à disposição e cobrou que seja ouvido também. Que a categoria, por meio da sua entidade representativa, seja ouvida nesse momento de avaliação e não apenas sob a perspectiva dos gestores. A gente precisa se manter vigilantes, atentos, pressionando, cobrando e reivindicando para que consigamos conquistar avanços e uma mudança de postura mais sensível às justas reivindicações dos servidores e servidoras do Instituto”, completou Buarque.

Quanto às 30 horas, a reitoria publicou no dia anterior ao ato, a portaria nº 3544/21 como uma forma de diminuir a mobilização dos/as servidores/as por esta pauta. Na avaliação da diretoria do sindicato, a portaria mantém os avanços da Resolução nº 4/21, mas a revogação da decisão do Consup gera uma instabilidade para o segmento técnico-administrativo.

“A Portaria mantém avanços, mas somos contra a revogação da Resolução do Conselho Superior. Achamos que o parecer do Procurador foi indevido, pois não retira do reitor o poder discricionário da flexibilização do Ifal. Pelo contrário, reafirma isso no próprio texto e, ao mesmo tempo, dá mais segurança para os/as servidores/as por possuir diretrizes mais claras para orientar o reitor em sua decisão”, disse Marcondes Inácio, diretor do Sintietfal.

11 de novembro de 2021

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *