Sem recursos e estrutura, Observatório Alagoano da Covid-19 encerra atividades
Grupo de especialistas não encontra apoio para prosseguir pesquisa da pandemia que segue matando mais 1000 pessoas por dia
Entre abril e maio de 2020, pesquisadores/as da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) reuniram-se com objetivo de dar início ao Observatório Alagoano de Políticas Públicas para Enfrentamento da Covid-19 (OAPPEC). Essa iniciativa, que logo se tornou referência para as decisões do poder público, chegou ao fim devido à falta de apoio financeiro e institucional.
Com 55 boletins publicados e enorme contribuição à ciência alagoana, a coordenação do observatório decidiu encerrar suas atividades após o fechamento da 27ª semana epidemiológica de 2021.
Mesmo o Brasil atingindo mais de meio milhão de vidas perdidas para Covid e com uma média móvel ainda superior a mil mortes por dia, o grupo formalmente instituído como um projeto de extensão da Faculdade de Nutrição da Ufal (Fanut-Ufal) decidiu encerrar suas atividades. A falta de estrutura e apoio institucional foi apontada como motivo para não renovar a vigência do projeto.
“Dada a sobrecarga de trabalho, já que essa é uma das muitas atividades sob nossa responsabilidade, somada à ausência de qualquer apoio institucional, a qual poderia viabilizar uma estrutura mais adequada para a continuidade de nosso trabalho, optamos pelo encerramento das atividades”, explicou explicou Gabriel Badué, coordenador do Observatório, em entrevista para o portal Cada Minuto.
O observatório foi criado com o objetivo principal de desenvolver pesquisas que pudessem manter a sociedade informada, através de dados com embasamento científico, colaborando com a criação de medidas relacionadas ao enfrentamento da doença, podendo auxiliar os gestores públicos na tomada de decisões referentes à pandemia. Através dessas pesquisas, foram formulados relatórios e artigos. Havia ainda a publicação de um boletim semanal no portal da Ufal.
Em suas pesquisas, o grupo salientou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e demonstrou que a sua não existência acarretaria danos ainda maiores durante a pandemia.
No último boletim lançado, os/as especialistas afirmam se solidarizar com as famílias e declaram seu apoio à ciência, ao SUS e à universidade pública. “Em tempo, nos solidarizamos à todas famílias que perderam seus entes neste período e desejamos que todos e todas brasileiras sejam vacinadas. Viva o SUS, viva a ciência, viva Universidade Pública Brasileira, viva a VIDA”, finaliza o documento.
Com informações Ufal e Cada Minuto



