6 de julho de 2021

Ataque: Bolsonaro e Arthur Lira priorizam a votação da privatização dos Correios

PL 591/21 está em pauta na Câmara dos Deputados

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Projeto de Lei 591/21, que tem por objetivo privatizar os Correios, foi colocado em pauta para votação na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 6, pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Lira pretende entregar 100% do capital da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) antes do dia 17 de julho, início do recesso parlamentar.

Ao entregar os Correios à iniciativa privada, o Governo estará provocando o aumento no preço dos serviços, o fechamento de diversas agências e desencadeando uma onda de desemprego, com a demissão de trabalhadores/as concursados/as.

Sob o falso argumento de ineficiência na prestação de serviços e de gerar prejuízos, a privatização, não só dos correios, como de vários serviços essenciais do Estado, tem sido uma das prioridades de Bolsonaro e seu Ministro Paulo Guedes.

Entretanto, a privatização dos Correios foi retirada da pauta da Câmara dos Deputados em 2018 em decorrência de sua eficiência na geração de lucro e na continuidade da prestação de seus serviços. Só em 2020, a estatal teve lucro líquido de R$1,5 bilhão, segundo relatório do BNDES.

A proposta foi apresentada pelo Governo Bolsonaro no dia 24 de fevereiro deste ano. Em abril, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência por 280 votos favoráveis à 165. Após votação no Plenário da Câmara, o projeto vai ao Senado e depois à sanção presidencial. Até lá, os/as trabalhadores/as dos Correios estão convocando a população brasileira para ações de resistência e paralisações contra privatização.

13 de Julho

Contrários ao aumento do valor das encomendas, às demissões dos trabalhadores dos Correios e à entrega de um setor estratégico nas mãos do capital privado, o movimento sindical convocou para o dia 13 de julho o Dia Nacional de Mobilização Contra a Privatização dos Correios, com ato em Brasília. Nos Estados, devem ocorrer mobilizações em defesa das Estatais e pelo Fora Bolsonaro.

6 de julho de 2021

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