3J: Mesmo com chuvas, cerca 5 mil vão às ruas pelo #ForaBolsonaro em Alagoas
Sintietfal marca presença em atos na capital e no sertão
As manifestações pelo #ForaBolsonaro deste 3 de julho mobilizaram cerca de 800 mil pessoas em 347 cidades do Brasil e em mais de 16 países. Em Alagoas, mesmo sob as fortes chuvas do fim de semana, cerca de 5 mil foram às ruas da capital, Maceió, e do sertão, em Delmiro Gouveia. Em Palmeira dos Índios e Arapiraca, houve atos simbólicos por causa do mau tempo. Em Penedo, a passeata chegou a ser cancelada.
O Sintietfal se fez presente nas ruas de Maceió e do Sertão, representado por seus/suas diretores/as e pela base dos/as servidores/as do Ifal, que levaram às ruas as bandeiras em defesa da vida, da democracia, da vacinação em massa, do serviço público e da educação.
“Hoje foi o terceiro dia de luta e resistência pelo ‘Fora Bolsonaro’, contra todos os ataques sofridos pelo povo brasileiro. Vivemos em um período constante de tentativa de golpe de Estado, da corrupção disparando, de retirada dos direitos da classe trabalhadora e o aumento da miséria na sociedade. Diante dessa realidade, não devemos ficar inertes assistindo toda essa situação. Enquanto estiver vivo permanecerei na luta por uma sociedade mais justa em que o povo possa viver com dignidade”, afirmou Carlos Borges, TAE do Campus Maceió e diretor jurídico do Sintietfal.
Em Maceió, o ato teve concentração na Praça Centenário, às 9 horas. Depois, desceu em passeata pela Fernandes Lima e encerrou às 12 horas na praça Deodoro, no Centro. Centrais Sindicais, partidos de esquerda, sindicatos, movimentos sociais e estudantis organizaram a manifestação que repudiou as mais de 520 mil mortes resultantes da gestão de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e os casos de corrupção recentemente divulgados na compra das vacinas.
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“Das 520 mil vidas, cerca de 400 mil teriam ter sido salvas se nós tivéssemos no Brasil um presidente e um governo que fosse sensível à vida e tivesse feito uma política correta de auxílio-emergencial e de vacinação em massa. Por isso, que a gente diz que o governo é genocida. Por isso, que a gente diz que no Brasil é genocídio, porque foi proposital. Nesse momento a CPI da Covid (CPI da barbárie) começa a comprovar isso”, disse Claudemir Martins, professor do Ifal de Piranhas e diretor do Sintietfal presente na manifestação em Delmiro Gouveia.
No sertão de Alagoas, os presentes na mobilização concentraram-se às 9 horas na Praça do Coreto e caminharam pelas principais ruas da cidade até a Prefeitura de Delmiro Gouveia. No trajeto, com carro de som, faixas e cartazes, os presentes defenderam vacina, auxílio-emergencial de R$ 600 e fim do governo corrupto e genocida.
Nas cidades do agreste de Alagoas, em Palmeira dos Índios e Arapiraca, velas, cartazes e faixas foram colocados diante da Catedral Diocesana e na Praça da Prefeitura, respectivamente, simbolizando as vidas perdidas nas cidades durante a pandemia.
Em todas as mobilizações nas cidades alagoanas, foi cobrada a responsabilidade de Arthur Lira, atual presidente da Câmara de Deputados, que por ser aliado ao Bolsonaro se tornou cúmplice da política assassina e corrupta denunciada em mais de uma centena de pedidos de impeachment, os quais o deputado se nega a levar a diante.
O calendário nacional de lutas, aprovado na plenária nacional Fora Bolsonaro, realizada no dia 1º de julho, segue com mobilizações no dia 13 contra as privatizações, em defesa dos povos indígenas e pelo Fora Bolsonaro, e no dia 24 de julho com mais uma mobilização nacional pelo impeachment.



















