2 de junho de 2021

Petroleiros/as de Alagoas estão em greve por tempo indeterminado

No terceiro dia, Sindicato apresenta proposta e Petrobrás não negocia com a categoria

Os/as trabalhadores/as da Petrobrás de Alagoas, das unidades localizadas em Pilar e Furado, estão em greve, desde a segunda-feira, 31 de maio, reivindicando a retirada das punições e a garantia dos postos de trabalho em Alagoas. Mesmo após três dias de paralização, a Petrobrás se recusa a negociar com a categoria.

Segundo nota do Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro), o estopim da greve foram as punições sofridas pelos/as trabalhadores/as, impostas pela Petrobrás.

Petroleiros/as foram suspensos/as por três dias por não aceitarem a terceirização na empresa, além de serem obrigados a treinar funcionários/as terceirizados/as sem observância das regras de segurança da própria companhia, cumprindo uma função a qual não faz parte de suas atribuições.

Tal situação forçou os/as operadores/as a utilizar o direito de recusa, já previsto no acordo coletivo da categoria. Porém, a gerência pressiona os/as trabalhadores/as que se negam a cumprir funções, aplicando punições arbitrárias e os/as perseguindo.

A terceirização tem com o objetivo de reduzir os custos operacionais, substituindo a mão de obra concursada e pondo os operadores em risco.

De acordo com o sindicato da categoria “os trabalhadores petroleiros seguem lutando pela revogação das punições, contra os assédios, contra os desmandos, as perseguições, a precarização das condições de trabalho e a falta de segurança operacional”.

O Sintietfal, por meio do secretário geral, Yuri Buarque, participou da assembleia de greve em Furado, e demonstrou solidariedade aos trabalhadores em defesa do Petrobrás e contra a política de destruição do patrimônio público.

2 de junho de 2021

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *