Manifestação no Aeroporto Zumbi dos Palmares chama Bolsonaro de assassino
Movimentos sociais bloquearam rodovia em protesto contra a visita do presidente à Maceió
Em repúdio à presença de Bolsonaro em Maceió, movimento sociais ocuparam as ruas da capital na manhã desta quinta-feira, 13 de maio. Com um grande protesto na entrada do Aeroporto Zumbi dos Palmares, o presidente foi recebido com palavras-de-ordem chamando-o de assassino. O Sintietfal esteve presente na ação e denunciou também os cortes de verbas no Ifal.
“O Sintietfal também se soma a essa luta, inclusive, em defesa do Ifal e dos serviços públicos. As Instituições públicas de ensino sofreram cortes de verbas bilionários neste ano de 2021, correndo o sério risco não concluir as atividades letivas esse ano. Por isso, o Sindicato não hesitou em apoiar essa luta neste momento de radicalização e de resistência. Fora Bolsonaro!”, afirmou o secretário-geral do Sintietfal, Yuri Buarque.
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A manifestação começou por volta das 6 horas e bloqueou o acesso e a saída ao aeroporto. Foram mais de duas horas de trancamento sob ameaça da polícia, que chegou a dar tiros para o alto e acionar o Batalhão de Choque. A liberação das vias foi negociada e os presentes puderam vaiar a comitiva presidencial.
Os manifestantes culparam Bolsonaro pelas mais de 425 mil mortes por covid-19 no Brasil, resultado de sua política contrária à ciência, ao isolamento social e de deboche da pandemia; exigiram vacinação em massa e pagamento do auxílio-emergencial de R$ 600; denunciaram o aumento do preço dos alimentos e dos combustíveis; e exigiram mais verbas para a educação, que sofreu grande corte no orçamento.
Bolsonaro veio à Alagoas, à convite do prefeito JHC, para reinaugurar o viaduto da Polícia Rodoviária Federal (inaugurado em 2020) e 500 casas do residencial Jarbas Oiticica, obra de governos anteriores.
O movimento foi organizado pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), pela Frente Nacional de Lutas (FNL) e pela Unidade Popular (UP). Representaram o Sintietfal nesse ato, o presidente da entidade, Hugo Brandão, o diretor jurídico, Carlos Borges, e o secretário-geral, Yuri Buarque.




