Unimed: Assembleia rejeita proposta de aumento anual por unanimidade
Os/as filiados/as do Sintietfal, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na manhã desta quarta-feira (31), rejeitaram o reajuste de 8,4% proposto pela Unimed para 2021. Diante do congelamento salarial e do aumento do custo de vida, a categoria se colocou contra qualquer aumento e decidiu solicitar à Unimed abertura de mesa de negociação.
Uma comissão para acompanhar as negociações entre o sindicato e a Unimed, com participação da base, também foi aprovada. Inicialmente, a comissão está composta pelo presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, pelo secretário-geral, Yuri Buarque, e pela filiada, Joana D´Arc. Outros/as filiados/as também podem requerer ao sindicato participação.
Para Joana D’Arc Padilha, servidora lotada na Reitoria, a classe trabalhadora vem atravessando um longo período de incerteza e aperto salarial. Não considerar esse peso na balança ao aumentar o plano de saúde se torna cruel.
“Isso é um absurdo. Entrei em contato com a Unimed/G2C para negociar uma alternativa para minha família não ficar sem a cobertura do plano, porém fui tratada apenas como mais um número. Eles foram desumanos, não tiveram nenhum apreço com os anos que passei no plano”, relatou.
O reajuste anual é previsto em contrato com a Unimed. Em janeiro deste ano, após ter o aumento de 2020 suspenso por quatro meses, por determinação da Agência Nacional de Saúde (ANS), os servidores/as amargaram os boletos com valores superiores a 18%. Esse reajuste refere-se ao aumento imposto pela Unimed de 13,7% e mais a parcela da recomposição do período suspenso (4,56%).
Por considerar abusivo o aumento de 2020, determinado unilateralmente pela Unimed Maceió, o Sintietfal ingressou com a ação na justiça. No entanto, o processo de nº 0716016-56.2020.8.02.0001 ainda não foi à julgamento na 4ª Vara Cível da Capital.
Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, é dever do sindicato lutar junto à categoria contra mais esse aumento. “Diante do congelamento salarial que vivemos no serviço público, esse aumento proposto pela Unimed, mesmo menor do que em anos anteriores, é muito para a nossa categoria. Já estamos pagando o abusivo valor imposto pela Unimed em 2020, é insustentável ter que arcar com novos aumentos. Vamos à luta até o fim”, disse o sindicalista.
Ataque Fascista
Logo no início, a Assembleia foi alvo de ataque e tentativa de intimidação por parte de milícia virtual autodenominada “Palhaços Loko” e “Cafajestes de Paris”. Seus integrantes, utilizando os nomes de usuário “Ana Ss”, “Lurdes L”, “Richard Guerra”, dentre outros, invadiram a reunião e propagaram mensagens de ódio, abrindo o microfone e proferindo ofensas em áudio, bem como postando comentários de teor ameaçador no chat da sala.
Mesmo após tentativas de expulsar os criminosos e dar início a assembleia, estes retornavam, utilizando outros nomes de usuário. Diante disso, a AGE aprovou unanimemente o fechamento da sala virtual e a abertura de outra sala.
+++ Assembleia Geral Extraordinária Virtual do Sintetfal sofre ataque de grupo fascista
A categoria classificou a ação como um ataque de caráter fascista e repudiou veementemente o episódio. Para a vice-presidente do Sintietfal, Elaine Lima, a ação justamente no dia 31 de março revela a importância do combate à ideologia do ódio, que hoje comanda o país.
“Essa não foi a primeira vez que vi uma sala virtual sendo invadida por fascistas para atrapalharem uma reunião. Nas aulas do doutorado, na Universidade Federal de Sergipe, presenciei ataques semelhantes. O objetivo é sempre o mesmo: atrapalhar ou impedir o funcionamento de reuniões do movimento sindical, social e político ou até mesmo de simples aulas que defendam a vida e a democracia. É importante nos mantermos sempre vigilantes e rechaçar essa ideologia propagadora de ódio, principalmente no momento que estamos vivendo e também por ser o dia do golpe militar”, afirmou a dirigente sindical.




