Sintietfal participa de ato em defesa dos/as professores/as de faculdades privadas
O Sintietfal participou na manhã desta quarta-feira, 4 de novembro, de um ato público em frente ao Ministério Público do Trabalho para denunciar a situação de superexploração e negação de direitos aos/às professores/as das faculdades privadas de Alagoas.
“Estamos aqui em defesa da valorização dos/as professores/as do ensino privado superior aqui em Maceió. Essa luta é de todos nós. É um crime, neste momento que estamos vivendo de pandemia, os professores estarem tendo que fazer ensino remoto e conviver com demissões e redução salarial”, afirmou Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.
Segundo os/as manifestantes, a categoria está sendo coagida a assinar termos de redução de carga horária para receber menos de um salário mínimo e outros termos para aceitar determinadas condições para dar aula remotamente.
“Precisamos denunciar com muita veemência que pagar menos de um salário mínimo a um professor/a é uma atitude desumana, cruel e injustificável. Nesse momento de pandemia, os empresários não deixaram de lucrar mas querem impor aos professores uma condição totalmente indigna e desumana”, afirmou Yuri Buarque, secretário geral do Sintietfal.
A professora Mona Spinassé, diretora do Sindicato dos Professores, explicou que o ato aconteceu diante do MPT para dar visibilidade a uma audiência de mediação com a Uninassau sobre a situação da categoria. “Hoje a audiência foi sobre o termo aditivo que umas das Instituições de Ensino Superior Privado ‘pediu’ aos professores para assinarem. Foi encaminhado para o dia 25 de novembro que a Instituição apresentasse a proposta de mudança das cláusulas para restringir o uso de imagem por tempo determinado e enquanto o professor trabalhar na instituição. Assim como, foi solicitado uma resposta da Instituição sobre o pedido do auxílio financeiro para os professores terem condições de ministrarem aulas de forma remota”, explicou.
A sindicalista pontuou também que na audiência foi apresentada ao MPT outros problemas, como a falta de pagamento de hora extra, desvio de função e descumprimento do termo coletivo em relação as férias coletivas.



