26 de novembro de 2020

Passeata clama pelo fim da violência contra a Mulher em Alagoas

Nesta quarta-feira, 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, uma manifestação percorreu as ruas do centro de Maceió, clamando pelo fim da violência contra as mulheres.

A passeata teve início em frente ao antigo Produban e foi encerrada na Praça Deodoro, diante do Tribunal de Justiça, onde foi entregue uma carta de reivindicações ao presidente Tutmés Airan.

A mobilização contou com organizações feministas, sindicatos, ONGs e movimentos sociais. “O Sintietfal esteve presente no ato entendendo que é um papel fundamental de todo sindicato estar à frente dessas lutas, combatendo todas as formas de violência”, afirmou Andréa Moraes, diretora de formação política do Sintietfal.

 

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, em 2019 ocorreram 44 feminicídios e apenas nos seis primeiros meses deste ano foram mais 15. “Aqui em Maceió, por exemplo, a gente tem os bairros mais violentos para as mulheres morarem que são Benedito Bentes, Jacintinho e Cidade Universitária entre outros. A gente sabe que acontece violência em toda parte da cidade e em toda Alagoas”, afirmou Paula Simony, coordenadora da Centro de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM), ONG localizada na cidade universitária.

Além da violência, a impunidade é outro problema que aflige as mulheres alagoanas. O caso da professora Angélica Ventura, assassinada por seu ex-marido, em março de 2018, ainda segue injustiçado. À época, a professora foi morta esfaqueada na rua ao tentar fugir das agressões no seu lar.

Para a sindicalista Fabiana Menezes, a violência contra a mulher é institucionalizada: “Vivemos um governo genocida, machista, fascista e que coloca as mãos em nossos pescoços, não podemos ignorar isso. Nós temos um Ministério que se diz das mulheres e que hoje fez uma live ensinando menininhas a confeitar bolo. Bolo!? Nós queremos luta, nós queremos respeito”, afirmou a diretora do Sintietfal.

“Uma mulher é morta a cada duas horas, uma é violentada a cada quatro minutos e outra é estuprada a cada oito minutos. Nós não podemos mais permitir o avanço dessa violência. Todos nós, homens e mulheres, devemos combater, principalmente nesse momento de avanço do fascismo e que temos um governo que luta contra as mulheres”, concluiu a dirigente sindical Andréa Moraes.

26 de novembro de 2020

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