24 de novembro de 2020

Assembleia define cobrar do Ifal avaliação do ensino remoto

Prazo de avaliação era de 30 a 50 dias e já foi extrapolado

 

Diante das diversas queixas apresentadas por servidores/as sobre as condições de trabalho e a efetividade do ensino remoto, a assembleia do Sintietfal definiu cobrar do Ifal a avaliação do período experimental prevista no artigo 1º das diretrizes do ensino remoto emergencial.

“Art 1º – § 1° O Ensino Remoto Emergencial será desenvolvido, inicialmente, no período de 30 a 50 dias, e deverá ser acompanhado e avaliado quanto a sua efetividade”

Para a categoria, a situação da educação está bastante precarizada e sendo desenvolvida sem a devida preocupação com o/a estudante e com o/a servidor/a. Segundo o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, essa é uma política do governo Bolsonaro para destruir os Institutos e Universidades. “Eles não planejaram a pandemia, mas estão usando a pandemia para aplicar a destruição da educação pública”, afirmou Brandão.

Além das queixas sobre as condições de ensino para os/as estudantes, a situação dos/as docentes e até mesmo o calendário de ensino foram temas de grande preocupação dos/as presentes na assembleia.

De acordo com o diretor do Sintietfal, Ederson Matsumoto (Japa), o campus Maceió está tentando implementar uma carga horária bastante prejudicial à educação. “Se a gente fizesse uma greve e fosse negociar com o Reitor a reposição de 20 semanas em 10 e, ainda por cima, de forma remota, por exemplo, do que será que seríamos taxados? Agora, estão fazendo um calendário acadêmico colocando 40 semanas em 10. Isso é um absurdo!”, afirmou o professor de física.

Em diversos outros campi foram relatados problemas com esse modelo de educação. Relatos de salas virtuais esvaziadas ou com pouca ou nenhuma interação, atraso na disponibilização dos meios e auxílios pertinentes aos estudantes e, principalmente, a não publicização de nenhuma avaliação oficial do chamado “período experimental”, iniciado no dia 31 de agosto.

Diante disso, a assembleia aprovou solicitar à reitoria e às gestões dos campi os resultados da avaliação do período experimental do ensino remoto, que envolveria apenas os/as estudantes de séries finais, antes de se estender à modalidade remota aos/ às estudantes das séries iniciais.

Caso não haja essa avaliação, o Sintietfal buscará fazer o levantamento diretamente junto à categoria sobre a percepção da qualidade do ensino remoto e tentar obter, junto às equipes de assistência estudantil dos campi, dados relativos ao recebimento do auxílio-conectividade, de tablets e chips telefônicos, bem como informações sobre a qualidade da internet disponível aos/às discentes.

Além do ensino remoto, também estavam em pauta a eleição de delegados/as para a 165ª Plena do Sinasefe e a ampliação da sede do Sintietfal. Para a Plenária Nacional, que foi realizada no dia 21 de novembro, foram os eleitos Yuri Buarque e Ederson Matsumoto.

Já a construção do auditório na sede do Sintietfal ficou de ser debatida na próxima assembleia, quando o arquiteto deve entregar à comissão de diretores responsáveis o projeto completo.

24 de novembro de 2020

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