Sinasefe divulga encaminhamentos aprovados no 2º Seminário de Carreira
O Sinasefe divulgou na última quinta-feira (19) os encaminhamentos aprovados no 2º Seminário de Carreira, realizado entre os dias 7 e 9 de fevereiro de 2020, no câmpus Tijuca II, do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.
O Seminário contou com a participação de mais de 200 sindicalizados/as, entre eles/as os/as docentes Gabriel Magalhães, Elaine Lima, Flávio Veiga, Renato Lobo e Wanderlan Porto e os TAEs Arthur Barbosa, Marcondes Inácio e Yuri Buarque, representaram o Sintietfal.
O encontro aprovou 32 encaminhamentos sobre temas como formação política, encontros regionais, reforma do ensino médio, greve geral. Uma das questões mais abordadas foi a reforma administrativa, que pretende ser uma ameaça real à carreira do servidor/a, ampliando a extinção de cargos, o sucateamento das carreiras e acabando com a estabilidade.
“Com essa reforma, a condição de vida do trabalhador, suas condições de trabalho, sua sobrevivência, estão na mira devastadora fascista e ultraliberal do Governo Bolsonaro. É um ataque para além das carreiras docente e do técnico-administrativo, ataca também a credibilidade e o reconhecimento da funcionalidade do servidor público perante a sociedade brasileira”, afirmou Flávio Veiga, diretor de políticas educacionais do Sintietfal, ao retornar do encontro.
Os presentes no Encontro já apresentaram um balanço da atividade na última Assembleia Geral Extraordinária. A direção sindical pretende realizar outras atividades para aprofundar o tema com toda a base. Um GT sobre a carreira dos TAEs deve ser formado e ter sua primeira reunião após a quarentena do Covid-19.
Leia os encaminhamentos na íntegra:
Encaminhamentos aprovados
- Construir um espaço permanente de formação política do SINASEFE, aos moldes da Escola de Formação Política Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
- Marcar o calendário de Encontros Regionais e do 11º Seminário Nacional de Educação (SNE).
- Garantir, nos Encontros Regionais, uma pauta que dê peso à discussão do trabalho docente na busca do controle sobre nosso próprio trabalho.
- Sistematizar as demandas da categoria para o Ministério da Educação (MEC) e para o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).
- Exigir um posicionamento do SINASEFE sobre a Reforma do Ensino Médio “modelo MEC”.
- Realizar Seminários de Carreira nas seções sindicais do SINASEFE, priorizando a discussão sobre liberdade de cátedra.
- Construir a Greve Geral em Defesa dos Direitos e dos Serviços Públicos de 18 de março, fazendo “aulões”, durante a greve, de preferência em locais públicos (como praças), e destacar a discussão sobre liberdade de cátedra e contra a MPV 914/2019 e aos demais ataques do governo Bolsonaro ao serviço público.
- Fazer parceria com as redes estadual e municipal de Educação para socialização do tema liberdade de cátedra.
- Realizar levantamentos e pesquisas com as comissões municipais sobre impactos, atividades de resistência e condutas de reitores e diretores sobre as medidas do governo.
- Produção de resumos e materiais sobre os ataques do governo à Educação Pública, para apoio e debate nas bases.
- Construção de marchas estaduais unificadas em defesa da Educação Pública.
- Promover ciclos de debates em Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas, Igrejas etc.
- Apoio financeiro aos movimentos estudantis e sociais.
- Incluir no texto da Campanha Salarial do Fonasefe, ou ao menos levar para a reunião do Fonasefe, a questão da reequalização dos steps do PCCTAE entre os níveis da carreira.
- Elaborar moção de repúdio à declaração de Paulo Guedes, que chamou os servidores públicos de parasitas. Acionar Paulo Guedes judicialmente por difamação dos servidores públicos, diretamente no CPF dele.
- Enviar à Direção Nacional (DN) do SINASEFE a Carta de Repúdio do Sindscope-RJ aos assessores do reitor do Colégio Pedro II, Oscar Hallac, que elogiaram os docentes e se referiram aos técnico-administrativos apenas como “dedicados”.
- Pedir pelo SINASEFE uma Audiência Pública no Congresso Nacional, chamando os demais sindicatos da Educação para debater:
- carreira única;
- unificação dos territórios;
- unificação das instituições do Ministério da Defesa para os técnico-administrativos.
- Construir/fortalecer o Grupo de Trabalho (GT) sobre Carreira nas bases do sindicato.
- Greve por tempo indeterminado, junto com Andes-SN e Fasubra, a partir do dia 18/03 ou assim que for possível.
- Moção de Apoio à Greve Nacional dos Petroleiros.
- Fomentar a participação do Andes-SN e da Fasubra nos seminários do SINASEFE.
- Reproduzir uma cartilha única sobre as novas regras da Previdência entre as entidades da Educação.
- Pressionar os reitores a não suspenderem a concessão de todos os nossos direitos.
- Revogar a Portaria do MEC nº 246/2016.
- Construção de pauta de reivindicações específicas das carreiras do PCCTAE, do EBTT e do MS que atuam na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, trabalhadores ou instituições ligadas ao Ministério da Defesa e do Magistério de 1º e 2º graus e dos Ex-Territórios:
- que a DN do SINASEFE protocole essa pauta junto ao governo e exija abertura de negociações.
- Qualificar a participação do SINASEFE no Fonasefe e nas frentes de luta (Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo), de maneira a fortalecer a unidade de classe e o combate aos ataques contra os serviços públicos, o combate às desnacionalizações e às privatizações.
- Chamar a população para conscientização de classe.
- Buscar parcerias com a cultura.
- Realizar uma mesa especifica para debate dos encaminhamentos no 3º Seminário de Carreira do SINASEFE.
- Aprovar, em Plenária Nacional do SINASEFE, a imediata ação para possibilitar a construção do Centro de Formação no terreno de propriedade do sindicato, em Brasília-DF.
- Confecção de cartilhas informativas da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e dos seus efeitos sobre a Rede Federal de Educação.
- Confeccionar cartilhas sobre a Reforma Administrativa.




