13 de março de 2020

Servidores/as de mais cinco câmpus do Ifal confirmam adesão à greve do dia 18 de março

Viçosa, Maragogi, Piranhas e Batalha tiveram assembleias municipais e referendaram decisão da Assembleia Geral. Santana do Ipanema também deve aderir

Greve é aprovada por unanimidade em Piranhas

A Greve Geral da Educação e dos Serviços Públicos, marcada para o dia 18 de março, ganha força a cada dia. Na última quarta-feira (11), os/as servidores/as de Viçosa, Maragogi, Piranhas e Batalha realizaram assembleias municipais e referendaram a decisão da Assembleia Geral Extraordinária de parar todo o Ifal e se somar às manifestações unificadas na capital e interior.

Em Maceió, a mobilização está marcada para às 15h, na Praça Centenário, com caminhada em direção ao centro. No sertão, o ato será em Delmiro Gouveia, às 7 horas, na Praça do Coreto.

+++ Servidores/as do IFAL aprovam adesão à Greve Geral da Educação e dos Serviços Públicos

As assembleias municipais mobilizaram os/as servidores/as dos câmpus em discussões sobre a situação do país e os ataques do governo Bolsonaro contra a classe trabalhadora em geral e contra os/as servidores/as públicos/as em particular.

“O Governo Bolsonaro apresenta sua face autoritária e violenta, que não respeita a dignidade humana e direitos sociais. É agressão política à autonomia do professor, criminalização do saber científico, cortes significativos de recursos, ameaça de destruição à educação pública, com o Future-se e os novos caminhos, Reforma administrativa, sinal claro de destruição do fim dos serviços públicos e das nossas carreiras”, afirmou Fllávio Veiga, diretor do Sintietfal.

Se a condição de vida tem piorado na capital e nos grandes centros, no sertão a situação é ainda mais difícil e consequentemente cresce a repulsa ao governo e a decisão de ir à luta. “A mobilização ganha força diante dos ataques do desgoverno Bolsonaro, materializados na piora da vida da população brasileira, não sendo diferente no Sertão alagoano”, afirmou Claudemir Martins, diretor do Sintietfal em Piranhas.

Na cidade sertaneja banhada pelo São Francisco, os/as servidores/as lotaram a assembleia e a decisão foi unânime: parar dia 18 de março. “No Ifal de Piranhas, houve assembleia com decretação da adesão à greve por unanimidade. Foi decidido que os servidores irão se somar ao ato em Delmiro Gouveia”, completou o diretor do Sintietfal.

Após a assembleia, Claudemir Martins e Rony Francisco se dirigiram para Delmiro Gouveia e participaram da segunda reunião de construção do ato unificado do sertão. A manifestação deve reunir a educação municipal, estadual e federal, servidores públicos e movimentos sociais no ato dia 18 de março, com concentração às 7 horas, na Praça do Coreto. O Sintietfal vai organizar transporte para garantir a participação do Ifal Piranhas no ato.

Apoio à greve foi unânime no câmpus Batalha

Também no sertão, na mesma quarta-feira, servidores/as do câmpus Batalha se reuniram em assembleia e com a presença do Sintietfal definiram, de forma unânime, aderir ao movimento em defesa da educação e parar a unidade de ensino no dia 18 de março.

“Acredito que estamos vivendo em um momento delicado de nossa história. Os constantes ataques do atual Governo Federal ao povo brasileiro, manifestados por meio da Reforma da Previdência, do Future-se, da Pec Emergencial, dentre outros, nos interpelam a estarmos mais unidos e a procurarmos meios de resistir. O encontro que tivemos com os representantes do Sintietfal, Flávio Veiga e Fábio Sales, aqui no Ifal campus Batalha, foi um momento de (re) pensarmos o nosso papel, não apenas como servidores públicos, mas também como cidadãos preocupados com as consequências que as danosas medidas governamentais podem provocar em nossa sociedade”, afirmou a servidora Maria José.

Como os/as diretores/as municipais do Sintietfal estão afastados, de licença e removidos para outra unidade, a assembleia também serviu para apresentar a importância do sindicato e da recomposição da direção municipal e fortalecer a campanha de filiação à entidade.

“A visita ao câmpus Batalha foi extremamente importante, significativa, produtiva e com a participação considerável dos/as servidores/as. Fizemos um chamamento para a filiação e para a luta. Mostramos também que se faz necessário, com urgência, dialogar com a sociedade local, com a associação de produtores, de moradores, sindicatos e os pais. Promover uma disputa de narrativa e da nossa importância estratégica para o desenvolvimento do país, da sociedade alagoana tão desigual e da própria democracia”, afirmou Flávio Veiga, diretor do Sintietfal.

Sintietfal mobiliza Santana do Ipanema para a greve

Os diretores Flávio Veiga e Fábio Sales, antes de Batalha, participaram de uma reunião pedagógica no câmpus Santana do Ipanema e junto ao diretor municipal do Sintietfal, Levy Brandão, estimularam os/as colegas da unidade a paralisarem as atividades e aderirem também à greve do dia 18. “Em Santana, não fizemos uma Assembleia mas deliberamos coletivamente que o campus irá ter uma agenda de greve. Pararemos as aulas tradicionais e iremos à luta!”, afirmou Levy Brandão, diretor municipal do Sintietfal.

Entretanto, em Santana e os demais câmpus que não tiverem assembleias municipais, estão contemplados pela decisão da Assembleia Geral e devem parar no dia da greve”, disse Fábio Sales.

Grande participação em assembleia marca adesão à greve em Maragogi

Do outro lado do Estado, em Maragogi, a Assembleia Municipal foi bastante representativa e aprovou a paralisação do câmpus por grande maioria, com três abstenções e apenas um voto contra. A atividade foi coordenada pelos diretores do Sintietfal no câmpus, Danilo Pires, Eurico de Lima e Renato Lobo.

Mesmo diante da reta final do calendário acadêmico, os/as servidores/as entenderam como necessária a greve diante da ameaça que significa a reforma administrativa e os demais ataques à educação.

“Trabalhador/a da educação que coloca em primeiro lugar o seu cronograma de trabalho individual em detrimento da luta não compreendeu o ataque que o governo vez fazendo contra o serviço público e a educação. O/a trabalhador/a precisa ir às ruas e fortalecer esse movimento de luta da categoria para não perder os direitos e defender a existência do próprio Ifal”, afirmou Renato Lobo, diretor municipal do Sintietfal em Maragogi.

Com a paralisação do câmpus, a categoria definiu também por engrossar as fileiras dos atos de Maceió e de Recife, já que parte da categoria mora no Estado vizinho.

Assembleia lotada em Viçosa define participação na greve

Em Viçosa, professores/as e TAEs lotaram a assembleia e, a partir de uma análise das razões da Greve Geral, foi aprovada a adesão ao movimento do dia 18 de março. “Foi uma assembleia bastante cheia e votamos a adesão do câmpus e foi praticamente unânime, com apenas uma abstenção”, afirmou Beatriz Melo, diretora do Sintietfal em Viçosa.

“A decisão coletiva foi interromper as atividades rotineiras na escola para participar dessa mobilização. Foi aprovada também a participação na manifestação em Maceió. Os/as estudantes também prometeram está presentes e deve ser organizada uma caravana para a mobilização”, completou a servidora.

O Sintietfal deve apoiar as caravanas das unidades de ensino para as manifestações em Maceió e no Sertão, que por hora estão mantidas. As Centrais Sindicais devem avaliar na segunda-feira, 16, a situação de pandemia do Covid-19.

13 de março de 2020

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