20 de janeiro de 2020

Contra os ataques aos serviços públicos, reunião define pauta de reivindicações e calendário de lutas do Sinasefe

Reunião da Direção Nacional do Sinasefe contou com a participação do Sintietfal e mais 25 seções sindicais

Silvia Regina e Yuri Buarque representaram o Sintietfal em Brasília

Defender a democracia na educação federal, rejeitar a reforma administrativa de Bolsonaro e exigir a saída do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, foram algumas das bandeiras de luta definidas pela direção nacional do Sinasefe com suas seções sindicais em reunião ampliada realizada nos dias 15 e 16 de janeiro, em Brasília.

A atividade ocorreu no mesmo período da reunião do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e serviu para apresentar uma carta aberta com 26 reivindicações e 4 pedidos de compromissos ao Conselho. O documento apresentado também servirá de base para guiar as lutas do Sinasefe no início de 2020.

+++Sinasefe apresenta carta com reivindicações ao Conif

Para Silvia Regina, presidenta do Sintietfal, a reunião possibilitou elaborar uma pauta e cobrar dos reitores o compromisso em defesa dos Institutos Federais. “Foi a oportunidade que tivemos de levar reivindicações dos servidores dos Institutos e cobrar dos reitores uma aliança e um compromisso na luta contra os ataques do Governo à Rede Pública Federal de Ensino, como, entre tantos, a recente implementação da MP 914/2019, que é uma afronta direta à democracia, uma vez que fere a liberdade de expressão e a autonomia dos Institutos Federais, garantidas na Constituição Federal”, afirmou Silvia Regina, presidenta do Sintietfal.

O Conif informou que será contra a MPV 914/2019 e defenderá a vigência da lei 11892/2008, que criou os Institutos Federais e a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A estratégia do Conselho tem, dentre suas ações, conversas com parlamentares para impulsionar uma rejeição no Congresso Nacional à modificação legislativa pretendida por Bolsonaro.

Greve

A reunião também definiu o calendário de lutas da entidade nacional e de suas entidades filiadas, tendo o dia 18 de março como data prioritária para paralisar a rede federal contra os ataques do governo, em especial a reforma administrativa de Bolsonaro.

“Foi um espaço ímpar para avançarmos nas nossas estratégias de luta, bem como definir levar às centrais sindicais a proposta adesão ao dia 18 de março para transformá-lo numa grande greve geral não só dos servidores públicos, mas de toda a classe trabalhadora brasileira”, afirmou Yuri Buarque, secretário geral do Sintietfal.

A Greve Geral dos serviços públicos do dia 18 de março, referendada pelo Sinasefe, foi aprovada pelo Fórum de Entidades Nacionais do Serviço Público Federal e incorporada por diversas categorias.

Em Alagoas, os sindicatos de servidores públicos já convocaram um ato no dia 7 de fevereiro em preparação para a mobilização nacional de março.

Calendário

Além da Greve Geral, o Sinasefe aprovou também a realização de mobilização no dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, e a data de fóruns internos. Confira abaixo:

14 e 15/03: 162ª PLENA do SINASEFE, em Brasília-DF

08/03: Atividades do Dia Internacional da Mulher

18/03: Greve Geral

20 e 21/04: 1º Encontro de Negras e Negros do SINASEFE, no Rio de Janeiro-RJ

 

Com informações Sinasefe Nacional

Fotos: Mário Junior/Sinasefe Nacional

20 de janeiro de 2020

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