10 de outubro de 2019

Ufal rejeita o Future-se por unanimidade

Sintietfal cobra discussões sobre o tema no Ifal

Conselheiros/as rejeitam o Future-se. Foto: Everaldo Dantas (Sombra)

O Conselho Superior da Universidade Federal de Alagoas decidiu, por unanimidade, não aderir ao projeto Future-se. A sessão do Consuni foi realizada nesta quinta-feira, 10 de outubro, no Centro de Interesse Comunitário.

Com auditório lotado, os/as presentes ouviram o posicionamento uníssono dos/as membros/as do Conselho pela total rejeição ao programa do governo Bolsonaro, que propõe “maior autonomia financeira às universidades e institutos federais por meio de incentivo à captação de recursos próprios e ao empreendedorismo”.

Para o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, o não ao Future-se na Ufal é uma vitória do povo alagoano em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. “Esse é um dia importante na história da Ufal, quando foi dito não à destruição do futuro de nossas crianças e adolescentes. Essa deliberação do Consuni impulsiona nossa luta contra os ataques desse governo inimigo da educação que quer transformar o conhecimento e a ciência em mercadorias”, disse Brandão.

Com a decisão, a Ufal se soma à maior parte das 63 universidades federais que já reprovaram, em seus conselhos máximos, o programa de Bolsonaro/Weintraub para a educação superior.

Instituto Federal

De acordo com o projeto do governo, o Future-se também está destinado à Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Entretanto, ainda não se tem previsão de votação do projeto no Conselho Superior do Ifal.

“Foi formado um grupo de trabalho formado pela Reitoria, mas não avançamos nas discussões ainda no âmbito do Ifal. É importante que a gente siga o exemplo da Ufal e também rejeite esse programa, que representa o fim da educação pública, gratuita e de qualidade”, completou o presidente do Sintietfal.

O Sintietfal cobra que a reitoria do Ifal se posicione publicamente sobre o Future-se, retome as reuniões do grupo de trabalho, convoque audiências públicas e a reunião do Conselho Superior, para rejeitar o nocivo programa do Governo Bolsonaro.

10 de outubro de 2019

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