Seminário de Educação Profissional e Tecnológica do Sintietfal tem início no Ifal
Mesa com o Movimento Estudantil aponta caminho de luta em defesa da Educação Federal
O Seminário de Educação Profissional e Tecnológica do Sintietfal foi aberto oficialmente na manhã desta sexta-feira, 25 de outubro, no auditório Oscar Sátyro, no Ifal câmpus Maceió. Com o tema “O atual estado de exceção e o futuro educacional da classe trabalhadora no Brasil”, o evento tem foco na educação profissional e nos Institutos Federais. O evento está sendo transmitido pelo facebook do Sintietfal.
“É com muita honra que o Sintietfal inicia seu segundo Seminário de Educação Profissional e Tecnológica. É um momento de resistência, principalmente dos estudantes. Essa escola foi uma conquista da classe trabalhadora brasileira. O médio integrado, esse currículo e essa escola estão ameaçados pelas propostas nefastas do governo federal. Esse seminário vem na perspectiva de entender o que é a Rede Federal para a gente poder defendê-la”, afirmou Fabiano Duarte, diretor de formação política do Sintietfal.
A primeira mesa do evento teve à frente o movimento estudantil, debatendo os reais interesses do governo Bolsonaro para a educação e apontando o caminho da luta e da mobilização popular para defender a educação pública e rejeitar o Future-se.
“Os olhos dos grandes empresários da educação do Brasil e do mundo e de instituições financeiras brilham diante das principais universidades. Fato é que as nossas universidades têm uma estrutura imensa de produção científica, produção tecnológica para a gente inclusive construir um novo país. Portanto, eles não perderam tempo de apresentar suas pretensões para a educação. Exemplo disso, a Kroton lançou a Platos para oferecer serviços de gestão para o ensino superior ao mesmo tempo em que Bolsonaro e Weintraub criaram o Future-se para permitir empresas gerirem as universidades”, afirmou a diretora da UNE, Isis Mustafá.
Em outra fala, foi caracterizado o Future-se como um projeto que reflete a submissão do governo aos interesses internacionais. “Vem de fora do país e dos grandes empresários da educação. É muito mais tenebroso. O Future-se corresponde ao projeto do banco mundial para os países subdesenvolvidos, especialmente no Brasil”, afirmou Antônio Ugá, representante da Associação Nacional dos Pós-Graduandos.
De forma simples, o estudante do Ifal, Peterson Lessa, falou: “o objetivo mesmo do Future-se é faturar. Para o governo, o Ifal deve virar uma loja ou shopping e não continuar produzindo educação, ciência e conhecimento voltado para o povo”, afirmou Lessa, diretor da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico em Alagoas.
O estudante Gabriel Ferreira, representante egresso dos estudantes no Conselho Superior do Ifal, defendeu a participação dos presentes nos espaços institucionais de deliberação sobre o Future-se na instituição e ocupar as ruas contra o projeto governamental. “O Future-se não é apenas votar no Conselho e acabou. Temos que fazer uma luta constante contra o projeto do governo que quer destruir a educação pública”, disse o representante do Movimento Universidade Popular.
A mesa destacou também as grandiosas manifestações em defesa da educação e o fato de 70% das universidades já terem rejeitado o nefasto projeto federal. “A gente não pode assumir uma posição desanimada ou derrotista diante desse cenário porque o Brasil não ficou quieto nesse último período, a educação foi pauta de resistência. O povo não desistiu de lutar pela educação”, defendeu a representante da UNE.
As palestras prosseguem durante toda essa sexta-feira e a manhã e tarde do sábado.





