Manifestação leva 2 mil às ruas de Maceió e encerra 48 horas de luta em defesa da educação
Outras quatro cidades também registraram passeatas da Greve Nacional da Educação
A luta em defesa da educação tomou às ruas de Maceió e de mais quatro cidade de Alagoas nesta quinta-feira, 3 de outubro. As manifestações encerraram as 48 horas da Greve Nacional da Educação que mobilizou o país contra os cortes no orçamento dos Institutos e Universidades Federais e contra o Future-se.
“A aula hoje foi nas ruas para demonstrar a disposição de luta dos/as servidores/as e dos/as estudantes em defender a Rede Federal e combater o projeto desse Governo de desmonte das IFEs e de precarização da educação pública para favorecimento à iniciativa privada”, afirmou Silvia Regina, vice-presidenta do Sintietfal.
Em Maceió, cerca de duas mil pessoas estiveram nas ruas da capital. O ato teve início na Praça Centenário e seguiu em passeata até a Praça Deodoro, exibindo cartazes e faixas de protesto contra o governo Bolsonaro e sua política ataques à educação e à soberania nacional.
A manifestação contou com a participação de movimentos estudantis e sindicais da capital e do interior, entre eles, servidores/as e estudantes do Ifal de Maceió, Marechal Deodoro, São Miguel dos Campos, Satuba, Benedito Bentes, Coruripe, Maragogi, Murici e Rio Largo.
“Estamos nas ruas para defender esse patrimônio que é a educação e exigir o fim dos cortes em nosso orçamento. As atividades de pesquisa e de extensão já estão extremamente prejudicadas. Várias bolsas de pesquisa e de extensão já foram cortadas e os laboratórios estão sem insumo. Isto é muito preocupante e nos faz protestar”, afirmou Gabriel Magalhães, diretor Sintietfal.
Em Arapiraca, o ato se concentrou na Praça Luiz Pereira Lima e percorreu as principais ruas da cidade. Servidores/as e estudantes do Ifal foram às ruas junto com os trabalhadores/as e estudantes da Ufal e rede estadual e municipal em adesão à Greve Nacional da Educação.
“Nós, como estudantes, estamos garantindo aqui o nosso direito de uma educação de qualidade, uma educação que o governo atual quer destruir. Não vamos descansar porque luto também é verbo”, afirmou a estudante Suellen Evelyn, representante do grêmio estudantil do câmpus Arapiraca. Assista o vídeo.
Na cidade de Penedo, servidores/as e estudantes do Ifal e da Ufal estiveram juntos nas praças e ruas da cidade defendendo a Rede Federal. A manifestação foi encerrada em frente Prefeitura e Câmara de Vereadores. “Hoje foi dia de sessão e conseguimos chegar a tempo de encontrar alguns vereadores que se comprometeram em pressionar os Deputados Federais para que esses defendam a Educação frente aos ataques promovidos pelo Governo Bolsonaro”, afirmou o diretor do Sintietfal, Pablo Pinheiro.
No sertão alagoano, o Ifal mais uma vez foi protagonista da luta em defesa da educação. Na cidade de Piranhas, às 8 horas, servidores/as e estudantes se concentraram em frente à Igreja Matriz São Francisco de Assis para manifestar repúdio aos cortes orçamentários e defende o Ifal no município.
“Parabéns para aqueles estudantes do IFAL, Campus Piranhas, que construíram esse ato. Parabéns pelo exemplo de luta e resistência em defesa da Educação Pública. A nossa esperança no futuro passa pela participação de vocês. Parabéns aos servidores que vieram e lutaram também”, publicou o diretor do Sintietfal, Claudemir Martins, em suas redes sociais.
A comunidade acadêmica do Ifal fez história na cidade de Viçosa. Pela primeira vez, estudantes e servidores/as foram às ruas do município para defender a Rede Federal de Educação. A passeata marchou pelo centro da cidade e dialogou com a população local para demonstrar a importância do Ifal.
“Hoje, fizemos nossa primeira manifestação pública em Viçosa, a primeira da história de nosso Campus. Foi uma experiência maravilhosa. Depois de uma caminhada, ficamos na Praça do Cinema com nossos banners e com discursos proferidos por diversos professores/as e estudantes. Foi um importante dia de luta pra nós. O primeiro de todos os necessários”, afirmou a diretora do Sintietfal, Beatriz Medeiros.
Além dessas manifestações, o Sintietfal ainda esteve no Ifal Palmeira dos Índios dialogando com servidores/as e estudantes sobre a luta contra o Future-se e em defesa da Rede Federal.
Para o Sintietfal, a Greve Nacional da Educação deu um recado importante para o governo Bolsonaro, de que o Ifal resiste e luta.
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“Encerramos, de forma muito vitoriosa, essas 48 horas de luta em defesa da educação. Realizamos muitos debates, plenárias, panfletagens para dialogar com o povo sobre a necessidade de barrar o projeto Future-se, que visa destruir o acesso dos filhos da classe trabalhadora a uma educação de qualidade. É possível e necessário reverter os cortes de recursos para a educação pública, que esse governo quer nos impor”, afirmou Yuri Buarque, diretor do Sintietfal.















