Vitória: Conselho Superior aprova diretrizes institucionais da reestruturação do médio integrado
Decisão foi unânime e teve importante participação estudantil
As diretrizes institucionais da reestruturação do ensino médio integrado do Ifal foram aprovadas, de forma unânime, pelo Conselho Superior na última sexta-feira (20). A reunião durou mais de 6 horas e o resultado foi uma vitória para a Instituição.
“Quem vence é o Ifal. Depois de mais de 6h de reunião, muito debate e emoção, posso dizer que venceu a pluralidade de situações e singularidades de cada Campus, venceram os estudantes diversos a partir do compromisso com a Instituição.”, avaliou Ederson Matsumoto, o Japa, membro do Consup e diretor do Sintietfal.
Em votação, os/as conselheiros/as deliberaram pela autonomia de cada câmpus decidir o tempo de aula baseado na legislação vigente, que atualmente determina ser entre 45 e 60 minutos. Outra decisão importante, foi que nenhum componente curricular tenha carga horária inteira desenvolvida na modalidade Educação a Distância.
O texto aprovado também acatou o destaque do conselheiro Gabriel Ferreira, representante egresso, que defendeu a importância da presença dos estudantes nas comissões de Reestruturação dos Planos Pedagógicos dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio. Até então, todos os debates existentes na Instituição, desde 2016, aconteceram sem a participação dos/das estudantes.
“Falta a representação de discente, é algo que já foi colocado em outra reunião. Daí eu deixo aqui meu questionamento de como foi a participação dos discentes nessas comissões, como vem se dando a participação do discente, que é algo necessário”, destacou Gabriel Ferreira, ao criticar a exclusão dos estudantes do processo.
As diretrizes institucionais do ensino médio integrado já tinham sido aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE no dia 16 de agosto. No entanto, a matéria só foi encaminhada para o Conselho Superior por ação do Sintietfal, que entrou com um recurso pedindo a suspensão da deliberação nº 34 e a revisão da decisão do CEPE pelo conselho máximo da instituição.
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“O recurso apresentado pelo Sintietfal foi determinante para que a diretriz aprovada fosse revisada pelo Conselho Superior, considerando que um tema tão importante para a instituição não poderia ter ficado apenas com a decisão do CEPE. Além disso, o texto aprovado precisava ser melhorado com relação ao tempo de aula e a questão da educação a distância”, defendeu Silvia Regina, vice-presidenta do Sintietfal.
De acordo com a decisão, cada câmpus deverá realizar estudos necessários nas comissões locais de reestruturação para definir sobre o contraturno e o tempo de aula. A decisão final será tomada pelo Conselho de Câmpus de cada unidade de ensino e encaminhada ao CEPE.




