2 de julho de 2019

Solidariedade aos jornalistas: Sintietfal participa de reunião no MPT e assina nota conjunta de entidades

Entidades devem se somar à vigília em frente ao TRT nesta quarta-feira, às 7 horas

Piquete de jornalistas em frente à TV Ponta Verde (SBT). Foto: Jonathan Lins

Buscando fortalecer a luta dos/as jornalista de Alagoas contra a redução salarial, o Sintietfal participou nesta segunda-feira, 1º de julho, de reunião no Ministério Público do Trabalho em Alagoas (19ª Região) para articular ações que complementem a forte greve da categoria.

Os sindicatos presentes definiram participar da vigília em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, nesta quarta-feira, a partir das 7 horas, e construir com a Coordenação Nacional da Promoção da Liberdade Sindical do Ministério Público do Trabalho (CONALIS/MPT) uma nota de solidariedade das centrais sindicais e de outras organizações e entidades.

Para o Sintietfal, a ação visa somar forças à greve dos/as jornalistas, que chega ao seu oitavo dia com muita combatividade e adesão. “Precisamos envolver toda a sociedade e a classe trabalhadora em ações que demonstrem que os/as jornalistas não estão a sós, que a luta deles é a nossa luta. Por isso, vamos recolher assinaturas nessa nota de solidariedade e fazer uma vigília junto à categoria em frente à Justiça do Trabalho”, disse Gabriel Magalhães, dirigente sindical.

A expectativa do Sindicato dos Jornalistas (Sindjornal) é que entre na pauta do TRT 19ª região desta quarta-feira o julgamento do dissídio da categoria. Independente de o julgamento ocorrer, a greve segue realizando piquetes nas portas das três emissoras de Alagoas e demonstrando aos donos dos grandes meios de comunicação de Alagoas que a categoria não aceita redução salarial. A programação da greve está sendo diariamente divulgada nas redes sociais do Sindjornal.

Assembleia reafirma greve dos/as jornalistas. foto: Jonathan Lins

Confira a minuta da nota de solidariedade

NOTA DE SOLIDARIEDADE AOS JORNALISTAS ALAGOANOS

Os sindicatos e demais entidades da sociedade civil abaixo-assinados vêm a público se solidarizar com os jornalistas alagoanos, que desde o dia 25 de junho estão em greve contra a proposta das empresas de comunicação de Alagoas de reduzir o piso salarial dos/as jornalistas em mais de R$ 1.400,00.

A proposta das empresas para o acordo coletivo de 2019 pretende acabar com conquistas históricas do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, reduzindo o piso salarial de R$ 3.565,27 para R$ 2.150,00, implantando banco de horas, tele trabalho e compensação de jornada. Busca, com isso, reduzir drasticamente suas folhas de pagamento, com demissões e substituições de profissionais. Ressalte-se que conforme o Dieese o salário mínimo em maio necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.259,90. E apesar do atual piso ser considerado o segundo maior do Brasil, a mesma pesquisa mostra que o estado É apenas o 19o valor de piso proporcional a hora trabalhada.

O Sistema Pajuçara de Comunicação (Rede Record), que tem como sócios proprietários a família do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, o usineiro João Tenório, e o industrial Emerson Tenório da Sococo; TV Gazeta de Alagoas (Rede Globo), pertencente ao senador Fernando Collor e TV Ponta Verde (SBT) do grupo Sistema Opinião de Comunicação, do qual faz parte o HAPVIDA, são as empresas que apresentaram a proposta de rebaixamento salarial para os/as jornalistas.

Como a Constituição não permite a redução de salários, as empresas se apoiam na nova lei Trabalhista para reduzir o piso da categoria, realizar demissões em massa e contratar uma mão-de-obra 40% mais barata. Assim, as empresas demonstram nenhum compromisso com a informação de qualidade e nem responsabilidade com a vida dos/as trabalhadores/as.

Colocamo-nos em solidariedade aos/às jornalistas e conclamamos a toda a sociedade civil alagoana a se levantar para impedir esse absurdo. Só a luta organizada da categoria é capaz de garantir condições dignas de trabalho e vida para os/as jornalistas de Alagoas.

Tudo que foi dito está sintetizado na Declaração da Filadélfia da OIT – Organização Internacional do Trabalho de 1944: “Considerando que a paz para ser universal e duradoura deve assentar sobre a justiça social”.

 

2 de julho de 2019

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