Projeto de Memórias do Sintietfal inicia entrevistas e entrega primeiro relatório de atividades
Fundador do Sintietfal, Jeferson Levino, foi o primeiro entrevistado
O projeto “Sintietfal: memória sindical e vida no trabalho” iniciou uma série de entrevistas para o resgate da história do Sintietfal. O primeiro entrevistado foi o fundador do sindicato, Jeferson Levino. A entrevista foi realizada pelo coordenador do projeto Osvaldo Maciel na última quarta-feira, 10 de julho, na sede da entidade sindical.
Jeferson Levino foi o primeiro presidente e fundador do Sintietfal, em 1992. O docente explicou que ganhou as eleições de duas associações que existiam (Associação de Docentes da Escola Técnica Federal e Associação de Servidores da Escola Técnica Federal) e realizou uma assembleia de unificação, onde ficou aprovada a fundação de um único sindicato representativo dos docentes e técnicos administrativos da Escola Técnica Federal.
“Existiam três associações. Como que pode funcionar uma de docentes, uma de professores e uma de servidores? Quando fui eleito para a Adetfal, comecei a ideia de unificação e de criação de um sindicato”, disse Levino.
O docente já era presidente da associação de servidores (Assetfal) e teve influência do seu irmão, Jobson Levino, que era presidente do Sindicato dos Portuários de Alagoas, para a construção do sindicato dos servidores da Escola Técnica. Em uma de suas lembranças, Levino conta o conselho de seu irmão de que para ser sindicalista é preciso ter coragem.
“Você quer ser o presidente do sindicato. Você vai ter que ter coragem de fazer aquilo o que os outros têm vontade, mas não têm coragem”, lembrou. Jeferson defendeu também o lema de sua gestão, o qual fala até hoje com muito orgulho: “Quem não luta por direitos não merece ser merecedor deles”.
Projeto
O projeto de organização de acervos e construção da memória do SINTIETFAL, iniciado em 2018, disponibilizou seu relatório de um ano de atividades, apresentando os primeiros resultados do trabalho desenvolvido por uma equipe de historiadores da Ufal.
Nesse relatório, consta a análise de atas e documentos registrados em cartórios de Alagoas e da bibliografia sobre o sindicalismo alagoano. Neste segundo ano, o coordenador do projeto, Osvaldo Maciel, explica a metodologia da reconstrução da memória do sindicato.
“Estamos seguindo a metodologia da história oral, no qual a entrevista é transcrita e, em seguida, repassada para o entrevistado para a autorização”, disse o historiador, garantindo a todos os entrevistados a concordância acerca do conteúdo a ser divulgado.
A pretensão do projeto é colaborar com a construção da consciência e da identidade dos trabalhadores do Ifal, socializando resultados em diversos formatos e suportes. Novas entrevistas estão sendo marcadas e os/as servidores/as que se disponham a colaborar podem entrar em contato com o sindicato.
Confira aqui o relatório.



