Bolsonaro nomeia reitor eleito do Ifal, mas não respeita o processo democrático em outras Instituições Federais
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, nomeou o professor Carlos Guedes, eleito no processo democrático em dezembro de 2018, para o cargo de reitor do Ifal para o quadriênio 2019-2022. Mas este cenário não é a realidade em outras instituições federais de ensino, no qual o governo ignorou o resultado das eleições e nomeou reitores ilegítimos, por seu interesse.
No Ifal, o reitor eleito foi nomeado dois meses após o prazo limite. A antiga gestão, do professor Sergio Teixeira, foi prorrogada de maneira pro tempore pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub.
Já na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Bolsonaro empossou o segundo colocado nas eleições para o cargo de reitor da instituição, deixando de fora o candidato vencedor, o professor de filosofia e ciências sociais Fábio Fonseca.
Na Universidade Federal de Grande Dourados, o governo ignorou o resultado das eleições realizadas em 2018, não deu posse ao candidato vencedor e nomeou, de maneira pro tempore, a professora Mirlene Ferreira Macedo Damázio. A reitora de Bolsonaro nem chegou a disputar as eleições da universidade, mas tem proximidade com a chapa perdedora composta por seus apoiadores.
“Nas duas situações, Bolsonaro demonstrou não ter nenhum respeito ao rito democrático, a autonomia universitária e o desejo da comunidade acadêmica das Instituições. Fez suas escolhas com base ideológica, nomeando pessoas apenas por simpatizar com seu governo e defender os ideais da direita”, disse o presidente do Sintietfal, Hugo Brandão.
Caso semelhante aconteceu na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, no qual, apesar de a comunidade ter eleito o professor Leonardo Villela de Castro, Bolsonaro nomeou Ricardo Silva Cardoso que não se submeteu à consulta eleitoral e, através de um golpe, teve seu nome à frente da lista tríplice elaborada pelo conselho superior da Unirio.




