2 de abril de 2019

Sintietfal participa de ato público contra o Golpe Militar de 64

O Sintietfal participou nesta segunda-feira, 1º de abril, do ato público Ditadura Nunca Mais, realizado no Calçadão do Comércio, Centro de Maceió.  A manifestação reuniu dezenas de militantes de partidos de esquerda, movimentos sociais, lideranças religiosas e familiares de vítimas da Ditadura Militar.

A atividade rechaçou os 21 anos de Ditadura Militar e a ordem do presidente Jair Bolsonaro para as Forças Armadas comemorarem os 55 anos do Golpe de 1964, que assassinou 436 brasileiros, entre eles, os alagoanos Manoel Lisboa, Jayme Miranda, Gastone Beltrão, Túlio Quintiliano, José Dalmo, Manoel Fiel Filho, Odjas de Carvalho, José Gomes Teixeira e Luiz Almeida de Araújo, os quais foram homenageados com um painel de fotos.

Em nome do Sintietfal, o professor Flávio Veiga, defendeu um país com liberdade e democracia. “Temos que resistir a essa onda ultraconservadora que está aí, com um governo eleito que não tem compromisso nenhum com a classe trabalhadora. É o momento de luta, de grito pela liberdade, é momento de repúdio ao discurso a favor do ódio, em repúdio a qualquer manifestação a favor da ditadura”, afirmou o professor de história.

Sintietfal repudia Golpe Militar

| DITADURA NUNCA MAIS | O professor de história e diretor do Sintietfal, Flávio Veiga, discursou ontem, 1º de abril, em homenagem às vítimas da Ditadura Militar, repudiou os 55 anos do Golpe de 64 e as declarações de Bolsonaro e defendeu a democracia e a liberdade. Confira o vídeo!

Posted by Sintietfal on Tuesday, April 2, 2019

Durante o ato, diversas falas relembraram o período sombrio, de sequestro, perseguição e tortura. Entre os depoimentos, o músico Igbonan Rocha descreveu o último momento em que viu seu pai, quando fora levado por militares de sua casa. Thyago Miranda, neto de Jayme, também esteve presente e relembrou que até hoje sua família busca o corpo de seu avô.

O momento ápice da manifestação ocorreu quando os presentes formaram um grande círculo, deram as mãos, cantaram músicas da época e responderam “presente!” ao chamado de cada nome dos alagoanos assassinados pela ditadura.

 Fotos: Tribuna Independente

2 de abril de 2019

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