Posse de novos diretores do IFAL é marcada pela defesa da democracia
Reitoria empossou gestores de forma pro tempore. Reitor eleito ainda não foi nomeado pelo MEC
A defesa da democracia e do respeito ao resultado das urnas foi recorrente na cerimônia de posse dos/as novos/as diretores/as de câmpus, realizada nesta quinta-feira, 25 de abril, no câmpus Maceió. A Reitoria do IFAL empossou, de forma pro tempore (temporária), os/as servidores/as eleitos/as em novembro de 2018 para o quadriênio 2019-2022.
O auditório Oscar Sátyro estava lotado para assistir a nomeação de Damião Augusto (Maceió), Valdemir Chaves (Satuba), Eder Júnior (Marechal Deodoro), Rodrigo Oliveira (Murici), Sandra Patriota (Maragogi) e Talita de Moraes (São Miguel dos Campos) e as despedidas dos antigos gestores dos respectivos câmpus, exceto do diretor de Satuba, Anselmo Lúcio, que não compareceu à cerimônia.
O Sintietfal esteve presente no evento, panfletando material em defesa da escola sem mordaça e prestigiando a posse de todos os novos diretores. De forma especial, o Sintietfal levou os cumprimentos ao ex-dirigente sindical, Valdemir Chaves, que foi eleito para a direção do câmpus Satuba.
Empossado diretor-geral de Satuba, Valdemir Chaves exerceu o cargo de 1º tesoureiro do Sintietfal na gestão 2016-2019
Pro tempore
Apesar de eleitos/a para o mandato de quatro anos, os/as diretores/as de câmpus não puderam assinar a posse de forma definitiva. Eles/as aguardam o presidente da República empossar o novo Reitor do IFAL, o professor Carlos Guedes. Até lá, o professor Sérgio Teixeira, que teve seu mandato encerrado no dia 23 de abril de 2019, foi reconduzido pelo Ministro da Educação, através da portaria nº 841, para o cargo de Reitor pro tempore a partir do dia 24. Como forma de fazer valer o resultado das eleições, nomeou os diretores eleitos e afirmou passar a tomar decisões junto ao reitor ainda não empossado.
“A bagunça está instalada no MEC e há 4 meses está tudo parado. Quem deveria tá dando posse aqui aos novos diretores era o professor Carlos Guedes, que foi eleito pela comunidade. Nossa missão já acabou. Por isso, resolvemos fazer jus ao voto dos servidores e alunos e dar posse, mesmo que de forma pro tempore, aos novos gestores”, disse.
Diante da caça ideológica por parte do Governo e de nomeações de dirigentes não eleitos para gerir a educação federal, ficou nítida a preocupação dos novos gestores na defesa da democracia no IFAL. Principalmente, após o anúncio de o MEC se negar a nomear o candidato mais votado para a Reitoria da Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD), devolvendo o resultado ao Conselho Superior e pedindo novas eleições.
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O primeiro diretor empossado a falar, o professor Damião Augusto, do Câmpus Maceió, também fez referência à posse de Guedes e defendeu o resultado das urnas. “Independente do voto, temos que fazer valer a democracia e o respeito à opinião da maioria”.
Desafios
O diretor do Câmpus Murici, Rodrigo Oliveira, também aproveitou seu discurso para enfatizar a responsabilidade dos novos gestores do IFAL em defender a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Rodrigo Oliveira discursou em defesa da Rede Federal e contra os ataques da onda conservadora na educação e nos direitos
“Desde o impeachment da presidenta Dilma, o Brasil tem sofrido duros golpes na concepção nacional de educação. Imposição de uma base comum curricular sem o devido diálogo com a sociedade, a reformulação do ensino médio sem o menor debate com todos os atores envolvidos no processo. Nesse ambiente, noticiou-se que dirigentes do MEC entendem que a Rede Federal de Educação é cara e precisa de uma reformulação. Portanto, é incontroverso que essa Rede venha sofrendo duros ataques nos últimos anos. Por isso, nós temos uma responsabilidade muito grande em nosso Estado”, afirmou Rodrigo Oliveira, diretor empossado para o câmpus Murici.
O Reitor pro tempore, Sérgio Teixeira, também deixou claro que os novos gestores terão dificuldades financeiras para 2019. “Foram 12 milhões contingenciados de um orçamento que está congelado desde 2017. Vamos trabalhar com 25% a menos em 2019. Apesar de termos conseguido um recurso complementar, uma emenda de bancada de R$ 14 milhões destinados à obra, vamos ter bastantes dificuldades”, disse Sérgio.
Demais câmpus
No dia anterior, 24 de abril, os servidores Roberto Fernandes (Palmeira dos Índios), Felipe Thiago Souza (Penedo), Gilberto Neto (Santana do Ipanema) e Fábio Ribeiro (Arapiraca) também tomaram posse em cerimônia realizada no câmpus Palmeira dos Índios.
Os diretores-gerais Iatanilton Damasceno de França (Piranhas), Marcos Serafim (Batalha), José Roberto Alves (Coruripe), Valdomiro Odilon (Viçosa), Eder Alexandre (Rio Largo) e Alexandre Bomfim (Benedito Bentes) já haviam sido nomeados pro tempore.







