Mobilização diz não à Reforma da Previdência e reafirma necessidade da Greve Geral
Em Maceió, mais de 5 mil trabalhadores/as tomaram às ruas em defesa da aposentadoria
O dia 22 de março, primeiro Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, demonstrou disposição da classe trabalhadora para defender a sua aposentadoria. Em mais de 100 cidades e em todos os estados do Brasil, aconteceram manifestações unificadas apontando a necessidade da construção de uma greve geral no país.
Em Alagoas, houve atos públicos em Maceió e Arapiraca. Na capital, mais de cinco mil trabalhadores/as da cidade e do campo tomaram às ruas com bandeiras, faixas e muita disposição de luta. A manifestação se concentrou na Praça Centenário e seguiu em passeata até o Calçadão do Comércio, Centro de Maceió.
A mobilização foi convocada pelo Fórum Alagoano em Defesa da Aposentadoria e Centrais Sindicais. A direção do Sintietfal e vários servidores da base estiveram presentes no ato contra o desmonte da Previdência Social no Brasil. Em nome do Sintietfal, Ederson Matsumoto, o Japa, desafiou os parlamentares e outros defensores da Reforma da Previdência a trabalharem duro até os 65 anos, como quer Bolsonaro.
Sintietfal no Dia Nacional em Defesa da Previdência
Diretor do Sintietfal, Ederson Matsumoto, desafia deputados e defensores da Reforma da Previdência a trabalharem duro até a velhice. Fala foi realizada durante a manifestação do dia 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.
Posted by Sintietfal on Tuesday, March 26, 2019
“Peça para eles [deputados] colocarem o terno do armário, calçar a sandalinha da humildade e ir para o seu dia de trabalho. É muito fácil mandar você trabalhar até morrer tendo o auxilio-terno e meio-de-transporte a sua disposição. Quero ver enfrentar uma sala de aula lotada, bater cimentou ou dirigir máquinas pesadas até a sua velhice”, afirmou o dirigente sindical.
A Reforma da Previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes significa o fim da aposentadoria para o povo pobre e trabalhador. Aumenta a idade mínima para 65 anos para homens e 62 para mulheres, exige 40 anos de contribuição para receber aposentadoria integral e privatiza o Sistema da Previdência, além de outras maldades principalmente com os mais pobres.
Balanço Nacional
Para a CSP-Conlutas, esse dia de luta foi um forte passo no acúmulo da mobilização unitária para a preparação de um dia de Greve Geral – um dia em que se pare o setor produtivo, a circulação de mercadorias, bancos e estradas do país.
“A disposição de luta demonstrada na sexta-feira mandou um recado ao governo Bolsonaro. Em várias assembleias, os trabalhadores votaram que o próximo passo é organizar uma Greve Geral para parar o país e barrar essa reforma”, afirma o dirigente da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes.
O dirigente ressalta a força da mobilização da classe trabalhadora. “A mesma classe que derrotou a Reforma da Previdência de Temer, que, inclusive, hoje está na cadeia, é a mesma que vai derrotar a de Bolsonaro. Agora, as Centrais Sindicais vão ter de organizar o próximo passo rumo a uma Greve Geral que derrote essa reforma e impeça o fim da aposentadoria e da Previdência Social”, disse.
22/3 – Dirigente da Central faz avaliação sobre o dia de Luta
Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, fala sobre o dia de luta contra a Reforma da Previdência no encerramento do ato unitário das Centrais realizado em São Paulo, na Avenida Paulista.
Posted by CSP – Conlutas on Friday, March 22, 2019
Com informações: CSP-Conlutas








