Entidades sindicais convocam plenária contra o fim da aposentadoria
Atividade será dia 20 de fevereiro, dia nacional de luta contra a reforma da previdência
O Sintietfal, juntamente com a CSP-Conlutas, CUT e outras entidades sindicais, convoca para o dia 20 de fevereiro a “Plenária Contra o Fim da Aposentadoria”. O evento irá acontecer às 17h, no Sindicato dos Bancários, localizado na Rua Barão de Atalaia, 50 – Centro.
Na reunião, realizada na última sexta-feira, 8 de janeiro, foram aprovados os nomes dos professores da Ufal, Luciana Caetano e José Menezes, para fazer uma explanação sobre os perigos da Reforma da Previdência.
As entidades sindicais convocam os movimentos sociais, o movimento estudantil, os movimentos culturais e todos os setores da sociedade para construir essa data e se organizar para barrar a Reforma da Previdência.
“Precisamos mobilizar nossas bases, dialogar com todos os setores da sociedade e escancarar a nocividade desse projeto de Reforma da Previdência do governo Bolsonaro. É dever de todos nós fazermos um trabalho de base e construir um forte movimento popular para barrar mais esse retrocesso contra os/as trabalhadores e os/as jovens” disse o diretor do Sintietfal, Gabriel Magalhães.
+++ 20/02: Centrais Sindicais convocam Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora
A plenária faz parte do Dia Nacional de Luta e Mobilização que marca a retomada da organização para barrar a Reforma da Previdência e a retirada de direitos que o Governo Bolsonaro quer impor aos/as trabalhadores/as.
Na mesma data, em São Paulo, ocorrerá a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, convocada pelas Centrais Sindicais para lutar em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria.
Reforma da Previdência de Bolsonaro
A Reforma da Previdência de Bolsonaro é carro-chefe de seu governo contra os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil. O texto final será apresentado ainda esta semana ao Presidente pelo seu ministro da Economia, Paulo Guedes.
O ministro defende o tempo mínimo de contribuição de 40 anos e a idade mínima de 65 anos tanto para homens quanto para mulheres darem entrada ao pedido de aposentadoria. Além disso, a privatização da Previdência por meio do sistema de capitalização; a restrição dos benefícios previdenciários, como auxílios doença e acidente, licença-maternidade; e aposentadoria com valor abaixo do salário mínimo para os mais pobres estão entre os maiores ataques.
Outro membro da base do governo Bolsonaro, o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse em entrevista a Globo News, no último sábado, que “Todo mundo consegue trabalhar até os 80 anos”, manifestando claramente a posição antipovo do atual governo.




