22 de março: Centrais Sindicais marcam Dia Nacional de Mobilizações contra a Reforma da Previdência
O dia 22 de março será marcado por mobilizações em todo o Brasil contra a Reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria. Essa decisão foi tomada pelas Centrais Sindicais na tarde desta terça-feira, 26, em reunião realizada na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), no centro de São Paulo.
A data se somará ao dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, que terá como um de seus eixos a luta contra a Reforma da Previdência, além da defesa dos direitos das mulheres e contra o machismo. A perspectiva das Centrais é que as mobilizações preparem uma nova greve geral no país.
“As centrais devem colocar peso nas ações e organizar junto aos trabalhadores um forte ato para a data marcada, além de potencializar a defesa de nossas aposentadorias no próximo 8 de Março, uma vez que as mulheres fazem parte do grupo que sofrerá mais com os impactos do desmonte de nossa Previdência”, defendeu Luiz Carlos Prates, o Mancha, membro da CSP-Conlutas.
Na reunião, o diretor do Dieese, Clemente Ganz Lucio, pontuou diversos ataques que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 06/2019) apresentada por Bolsonaro traz: micro-reformas trabalhistas, afetando direitos como abono salarial; Fundo de Garantia do Tempo de Serviço de aposentados; FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador); seguro-desemprego, entre outros.
Foram listados ainda outros ataques inconstitucionais, como a Medida Provisória 871 que revisa benefícios previdenciários, restringindo o acesso à pensão por morte, licença-maternidade e aposentadoria dos trabalhadores do campo, por exemplo.
Os representantes das Centrais defenderam a construção da unidade entre as entidades sindicais e os movimentos sociais para fortalecer o dia de mobilização rumo à Greve Geral e organizar uma forte campanha de conscientização da classe trabalhadora sobre o desastre que é a Reforma de Bolsonaro.
“A grande imprensa está apoiando e seguirá dessa maneira. Precisamos fazer uma disputa de massas, uma contra-campanha, e fazer isso em nossos meios, nas redes sociais, será decisivo para avançarmos contra a Reforma”, alertou Mancha.
EM DEFESA DA PREVIDÊNCIA SOCIALNa tarde dessa terça-feira (26), as centrais sindicais se reuniram na sede do Dieese, no centro de São Paulo, para discutir os próximos passos das mobilizações contra a Reforma da Previdência e o fim das aposentadorias. Como principal encaminhamento, foi decidido que dia 22 de março será o Dia Nacional de Mobilizações contra a Reforma da Previdência, Rumo à Greve Geral.A CSP-Conlutas defendeu que as centrais devem colocar peso nas ações e organizar junto aos trabalhadores um forte ato para a data marcada, além de potencializar essa defesa de nossas aposentadorias no próximo 8 de Março, uma vez que as mulheres fazem parte do grupo que sofrerá mais com os impactos do desmonte de nossa Previdência.Confira a fala de Luiz Carlos Prates, o Mancha, com um balanço sobre a reunião.
Posted by CSP – Conlutas on Tuesday, February 26, 2019
“É preciso nos reunirmos com os movimentos sociais e que haja um forte trabalho na comunicação das entidades para mostrar aos trabalhadores o aprofundamento dos ataques que virá com a reforma da Previdência”, completou o dirigente.
Além de acrescentar a luta pelas aposentadorias e pela seguridade social no 8 de Março, as Centrais reunirão esforços para que o 1° de Maio – Dia Internacional do Trabalhador também seja uma data de mobilização unificada contra a reforma.
Participaram da reunião a CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, intersindical Luta e Organização, Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, CGTB e NCST.
Com informações: CSP-Conlutas



