24 de novembro de 2018

Congresso do Sintietfal tem início e convoca categoria à resistência

Com o tema Em Defesa da Rede Federal, teve início, nesta sexta-feira (23), o Congresso Estadual do Sintietfal. A atividade está sendo realizada no hotel-fazenda Cambará, em Passo do Camaragibe, e reúne, até domingo, delegados e delegadas, representantes dos servidores de nove câmpus do IFAL, para debater a organização e a luta sindical.

O congresso foi aberto pelo presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, fazendo uma saudação aos presentes e falando da importância da unidade e da solidariedade na luta para defender direitos. “Como é bom estar entre nós, estar com pessoas como vocês que entendem a luta e, sobretudo, têm solidariedade. A solidariedade pode ser sentida de forma muito forte aqui e será necessária para as lutas que estão por vir. Só a unidade e a solidariedade vão garantir a nossa resistência neste momento difícil da história”, disse Brandão.

A mesa de abertura, que debateu a conjuntura do país, contou com a participação de Jamison Gonçalves e Paulo Bob, representantes do Sindpetro AL/SE e da CSP-Conlutas, do professor Eduardo Vasconcelos, presidente do Sinpro, e de Gabriel Magalhães, diretor do Sintietfal.

Magalhães fez uma análise histórica, demonstrando preocupação com o fascismo e apontando reflexões sobre os desafios da classe trabalhadora pós eleições 2018. “Fascismo é a luta de classe absolutamente arbitrárias na sociedade. Mussolini tomou o poder, mas não foi um fascismo escancarado desde o primeiro dia, isso vai se dando paulatinamente. No meu entendimento e no da diretoria do Sintietfal, o único entrave para que nós evitemos que esse governo constitua, de fato, um regime fascista no Brasil, é o movimento social organizado.  A gente entra com todos os remédios jurídicos possíveis, mas sem termos ilusões essa seara que vai resolver nossos problemas. Diante disso, o movimento sindical tem uma responsabilidade histórica muito grande”, apresentou o dirigente sindical.

Em saudação, em nome do Sindpetro e da CSP-Conlutas, Jamison Gonçalves destacou a importância da participação da categoria no Congresso e na construção do movimento sindical.

“O sindicato é ferramenta, mas o principal que faz o sindicato é o trabalhador. Não podemos querer terceirizar a atividade sindical. A base achar que a diretoria tem que fazer por ela. Sindicato somos todos nós. O protagonismo não está em quem está aqui na mesa falando. Os trabalhadores são os verdadeiros protagonistas da transformação. Nosso papel enquanto direção sindical é de facilitador, é mostrar que são os trabalhadores os sujeitos da ação e da transformação”, defendeu o sindicalista.

O Congresso Estadual do Sintietfal tem, em sua pauta, a reformulação do estatuto do Sintietfal, o debate da Rede Federal e o plano de lutas para o próximo período.

 

A mesa de abertura do congresso não foi transmitida, ao vivo, por dificuldades com a internet no local. Sua gravação estará disponível, em breve, no canal do Sintietfal no youtube.

 

24 de novembro de 2018

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