Sintietfal repudia agressões e se solidariza com vítimas dos apoiadores de Bolsonaro
Eleitores do presidenciável assassinaram mestre de capoeira na Bahia. Além disso, agrediram mulher em Alagoas, professor no Amazonas e homem no Piauí
O discurso de ódio disseminado pelo candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, tem feito vítimas em todo o Brasil. Seus eleitores, adeptos da violência contra pobres, negros, homossexuais, indígenas, feministas e militantes sociais, têm traduzido suas palavras em ação.
Em pleno o dia da eleição, episódios comprovaram o fascismo dos apoiadores do candidato do PSL. O mais grave foi o assassinato do compositor e capoeirista Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, mais conhecido como Mestre Moa do Katendê. Ele foi esfaqueado pelas costas após criticar Bolsonaro e se dizer eleitor do PT.
O autor do homicídio, Paulo Sérgio Ferreira de Santana, 36 anos, alegou discussão política como motivação do crime. Ele teria buscado uma faca em casa e voltado para o bar onde se encontrava para atacar dois homens que divergiam de sua opinião. Além de Moa do Katendê, que não resistiu aos ferimentos, Germínio do Amor Divino Pereira, 51, parente da vítima, também foi esfaqueado.
Outro caso ocorreu em Alagoas com a Juliana Rezende, de 38 anos. Ela estava indo votar na Escola Municipal Padre Pinho, em Cruz das Almas, quando foi abordada por dois homens e uma mulher em um carro. Após Juliana dizer que não votaria 17 e sim no 12, em Ciro Gomes, os defensores de Bolsonaro agrediram a mulher com chutes e socos no meio da rua. Confira a notícia aqui.
No Piauí, um dia antes da eleição, durante uma carreata pró-bolsonaro, um servidor público e estudante de arquitetura, de 24 anos, foi agredido porque usava vermelho. O jovem, que, por medo, preferiu não ser identificado, sofreu três fraturas em diferentes pontos do rosto, além de várias escoriações pelo corpo.
Eleitores do Bolsonaro em Teresina. E ele ainda nem foi eleito.
Triste pensar que a barbárie é o que nos espera. #EleNão pic.twitter.com/iCclAWbtyz
— Spice Poc (@yurii_ribeiro) October 7, 2018
Além disso, na semana da eleição, mais precisamente no dia 3 de outubro, o professor Marcondes Abreu, da Universidade Federal do Amazonas, foi agredido por seu aluno durante uma aula no curso de Letras da Universidade.
O professor apresentava à turma um vídeo do linguista Marcos Bagno, docente da Universidade de Brasília (UnB), sobre o fascismo quando um estudante atirou uma mesa em cima do professor e partiu para continuar a agressão. A turma conseguiu segurar o estudante apoiador de Bolsonaro enquanto o docente escapou para registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil. Confira a nota em solidariedade ao docente publicada pelo Andes-SN .
Esses e outros casos revelam a necessidade de combater o fascismo no Brasil, que nessas eleições tem na candidatura de Jair Bolsonaro um expoente para disseminar o ódio e querer calar quem pensa diferente, exterminando, pela força, opositores.
O Sintietfal condena a violência destes fascistas e se coloca em defesa dos espaços democráticos, da vida e da pluralidade de ideias. Ao tempo em que se solidariza com as vítimas, em especial, aos familiares e amigos do militante do movimento negro da Bahia covardemente assassinado, Moa do Katendê.



