18 de outubro de 2018

Docentes de Ciências Humanas do Ifal/Maceió defendem a democracia, a educação crítica e o conhecimento científico

Os professores e as professoras de filosofia, geografia, história, sociologia do IFAL câmpus Maceió publicaram um manifesto em defesa da democracia, da liberdade de cátedra, do conhecimento científico e de uma educação crítica e transformadora.

“Nós, corpo docente das ciências humanas do Ifal/Maceió, nos colocamos em defesa da democracia. Assim, tendo como prerrogativa a liberdade de cátedra e a defesa do conhecimento científico, somos contra a mistificação, alienação e criminalização do conhecimento”. “Defendemos uma educação onde os indivíduos sejam capazes de criticar e refletir sobre o seu mundo”, afirma o manifesto.

Os/as docentes de Ciências Humanas denunciam o governo Temer como responsável por diversos ataques à educação, como a Reforma do Ensino Médio, os cortes no orçamento da educação, o abandono das metas do PNE, o esvaziamento do Fórum Nacional de Educação e o veto na LDO de 2018 ao recurso extra para o FUNDEB. Além disso, apontam as ideias conservadoras como empecilho para o desenvolvimento da ciência.

“A educação pública brasileira está ameaçada por ataques neoliberais do governo golpista e pela ameaça reacionária assentada no medo e no autoritarismo, traços comuns do fascismo”, defende a carta dos docentes.

De acordo com o texto, o Escola Sem partido, defendido pelo fascista Jair Bolsonaro, busca o “cerceamento da liberdade acadêmica” e “criminaliza não apenas a figura do professor e seu conhecimento. Impede a efetivação de uma formação humanizadora, crítica, reflexiva e libertadora”.

Para os docentes, é preciso combater a Reforma do Ensino Médio, as ideias do Escola sem partido e defender a manutenção de disciplinas como filosofia, sociologia, história e geografia.

“Na realidade, por trás desse projeto e da proposta do MEC de BNCC está o velho tecnicismo, comprometido em formar mão de obra barata e obediente, adequada aos interesses neoliberais”. “Combater o retrocesso e defender os processos de humanização são hoje tarefas essenciais das ciências humanas e da sociedade em geral”.

18 de outubro de 2018

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