Sintietfal defende as 30 horas em reunião da Direção Geral com TAEs do Câmpus Maceió
Os Técnicos Administrativos do Câmpus Maceió foram convocados pela gestão local do Instituto Federal para uma reunião sobre a flexibilização e a jornada de trabalho dos TAEs. A reunião aconteceu na tarde desta segunda-feira, 20 de agosto.
O Sintietfal esteve presente e utilizou o microfone para fazer a defesa do direito dos TAEs à jornada de trabalho de 30 horas semanais. “Nós estamos sendo vítimas desse governo golpista e sem votos. Os TAEs têm os menores salários do serviço público federal e é um dos que estão sofrendo os maiores ataques do governo federal. Não têm RSC, não tiveram os mesmos reajustes. Isso é um absurdo, fora isso ainda estão querendo empurrar nos TAEs o ponto eletrônico e a perda de flexibilidade. A gente tem que levantar a bandeira de 30 horas para todos”, afirmou Hugo Brandão, presidente do Sintietfal.
Hugo Brandão defende 30 horas no câmpus Maceió
|30 horas |É preciso ter coragem de enfrentar esse governo golpista e seus órgãos de controle, que querem tirar os diretos dos TAEs. Registro da fala do presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, defendendo as 30 horas no IFAL durante reunião convocada pela Direção do Câmpus Maceió.
Posted by Sintietfal on Tuesday, August 21, 2018
A reunião fez parte do compromisso firmado pela Diretora Geral do câmpus Maceió, Jeane Melo, e do diretor de Gestão de Pessoas, Wagner Fonseca, com a Controladoria Geral da União, após o órgão encaminhar relatório questionando a flexibilização dos TAEs na unidade de ensino.
Segundo a diretora geral do câmpus Maceió, a CGU elencou cinco questionamentos a partir da auditoria realizada: a existência de setores flexibilizados em desacordo com a portaria 1478/GR/2016; setores não contemplados funcionando com horário flexibilizados; setor flexibilizado com apenas um TAE; identificação de horário comercial no setor com funcionamento de 12 horas; servidores cumprindo jornada abaixo de 30 horas.
“16 setores flexibilizados foram auditados e apenas três estavam com tudo ok. Pedimos à CGU sete dias para notificar os servidores e mais 10 dias para que fossem refeitos por setor os pedidos de flexibilização para não ficarmos com nenhuma pendência”, explicou Jeane Melo. Confira aqui o memorando encaminhado pela gestão para os servidores após a reunião.
Nas falas, diversos servidores fizeram críticas à gestão do câmpus Maceió e utilizaram o espaço coletivo de discussão para fazer cobranças. “A CGU deveria vir à Escola e avaliar outras coisas, como condições de trabalho e o que os gestores têm feito. Aqui não existe gestão democrática”, afirmou Suely Macedo, dentista da unidade de ensino.
“Dou o melhor de mim pelo IFAL porque eu gosto de trabalhar. Acaba que vou ser punido porque no meu setor de trabalho só tem eu. Desse jeito, penso estudar para outro concurso e sair daqui”, disse o técnico Rivadávia Souza, que desenvolve diversas ações no IFAL complementares ao seu trabalho como assistente de alunos.
Os servidores presentes entenderam a reunião como um alerta para cortes de direitos em curso no IFAL. Para a pedagoga Vânia Galdino, a reunião foi um “carão”. Um desses “carões” foi direcionado para servidores que fazem tratamento médico e se ausentam do trabalho para comparecimento a consultas. Essa situação acabou expondo uma servidora que está em tratamento psicológico por doença laboral.
O diretor jurídico do Sintietfal, Yuri Deleon, retrucou à direção do câmpus Maceió, solidarizando-se com a servidora e explicando que é direito dos TAEs o cuidado com a saúde, incluindo a ausência no trabalho para consultas.
Yuri Buarque em defesa das 30 horas
| Flexibilização |O Sintietfal defende o cuidado com a saúde do servidor, inclusive de maneira preventiva. E, por isso, lutamos por 30 horas para todos.Registro da fala do diretor jurídico, Yuri Buarque, durante a reunião sobre a flexibilização no IFAL Maceió.
Posted by Sintietfal on Wednesday, August 22, 2018
“É direito dos servidores comparecer a tratamento de saúde, inclusive a consultas eletivas e a exames médicos, que se configuram como tratamento preventivo. É um direito expressamente regulamentado. A instituição precisa divulgar esse tipo de informação de interesse direto, porque a saúde do servidor repercute diretamente na qualidade do trabalho e é, por isso, que nós defendemos as 30 horas para todos os técnicos administrativos”, afirmou o dirigente sindical.
CIS
O Sintietfal e integrantes da Comissão Interna de Supervisão (CIS) do PCCTAE também defenderam, na reunião, a utilização do relatório elaborado pela CIS como base para a flexibilização do trabalho no IFAL. Carlos Borges, integrante da Comissão, afirmou que a gestão do câmpus e a Reitoria poderiam ter adotado atitudes diferentes quanto ao tema.
“TCU e CGU não é judiciário. A flexibilização é uma decisão política, é uma decisão dos gestores que deveriam dizer oque é melhor para o Instituto, como ele deve funcionar”, disse Borges.
Marília Souto, diretora do Sintietfal, completou dizendo que o IFAL deveria sempre chamar a CIS e o sindicato para estar presente nas reuniões que envolvam horário e condições de trabalho. “O Instituto precisa respeitar a competência da CIS. Esperamos o convite para o Sindicato e a CIS participarem sempre e em todos os espaços institucionais onde for discutir carreira dos TAEs”, disse a sindicalista.
+++ Ataque à vista: Reitoria solicita informações dos TAEs para enviar à CGU









