26 de julho de 2018

“Reforma do Ensino Médio é uma antirreforma porque ela destrói a educação”, afirma Georgia Cêa no Seminário EPT

Sintietfal disponibiliza integralmente gravação da mesa “Reforma do Ensino Médio e a Rede Federal”

A Reforma do Ensino Médio, promovida pelo Governo Temer, foi duramente criticada pela professora da Universidade Federal de Alagoas, Georgia Cêa. Na palestra “Reforma do Ensino Médio e a Rede Federal”, realizada no Seminário de Educação Profissional e Tecnológica do Sintietfal, a pesquisadora falou sobre as consequências do que chamou de antirreforma do ensino médio e a classificou como “uma interdição para a classe trabalhadora” e de sua capacidade de aprendizagem pela via escolar.

“Ela é uma reforma que ao invés de definir mínimos de conhecimento, ela impede que se vá além de um mínimo estabelecido. Ela é uma lei que diz que a carga horária para o conhecimento básico do ensino médio não pode ser aumentada. Em outras palavras, isso significa que está oficializado na política educacional brasileira que a classe trabalhadora não pode conhecer mais do que a burguesia quer que ela conheça. É isso que essa reforma opera”, disse Georgia Cêa.  

A professora afirmou ainda que a Reforma do Ensino Médio é “um instrumento de barateamento da educação brasileira” e de destruição da educação existente em troca da “instauração de um ensino médio ‘novo’, empobrecido”. Para a docente, essas mudanças vão reverberar sobre a Educação Infantil, no Ensino Fundamental e até mesmo no Ensino Superior.

Georgia Cêa apresentou que a antirreforma está ligada diretamente a Reforma Trabalhista, pois impõe a individualização da formação do sujeito. “O ensino médio se torna o espaço que vai forma o jovem trabalhador para que ele se vire para conseguir uma inserção produtiva na sociedade; afirma que a responsabilidade dessa inserção produtiva é dele, porque ele que vai moldar o ensino médio que ele vai ter e reforça o fato de que a situação de desemprego ou de precariedade no trabalho, não é uma problemática social, é uma responsabilidade do próprio sujeito. Se ele está empregado, o mérito é dele, se ele está desempregado a culpa é dele. ”, concluiu a pesquisadora.

A mesa “Reforma do Ensino Médio e a Rede Federal” aconteceu no dia 18 de maio, contando com a palestra de Georgia Cêa e a presença dos professores do Ifal Ana Luiza Porto, Cledilma Costa e Carlos Marcelo, na condição de debatedores.

Documentos apresentados na palestra:

Slide

Artigo: Como a reforma do ensino médio afeta a rede federal de educação tecnológica

 

 

 

26 de julho de 2018

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