Nesta quarta: Núcleo Alagoano realiza Seminário para tratar da Alagoas Ativos S/A, terceirização, privatização e dívida pública
Para o Núcleo Alagoano, o Governo de Alagoas apresenta duas políticas conflitantes. De um lado, a preparação do processo de privatização do estádio, do Centro de Convenção, da Casal e Ceal, além da criação de Organizações Sociais (OSs) para Hospital Geral do Estado e CEPA. A iniciativa já ocorre em presídios. A gestão do Hospital da Mulher que foi entregue a uma OS. Do outro lado, a criação da Alagoas Ativos S/A, conforme a LEI Nº 7.893/2017, que autoriza o Poder Executivo a constituir a Sociedade Anônima sob o controle do Estado, instituindo o fundo alagoano de Parceria Público Privada – PPP.
O professor de Economia da Ufal José Menezes, do Núcleo Alagoano da Auditoria Cidadã da Dívida, observa várias contradições do Governo de Alagoas. Na primeira, o governo diz que não tem dinheiro para realizar concurso público e manter as carreiras, mas, pratica a renúncia fiscal de quase 700 milhões em 2017. Na segunda, o Estado recorre a criação das OSs como forma de introduzir métodos de gestão privada e institui uma Empresa Estatal Alagoas Ativos S/A, com investimento inicial de R$ 10 milhões para facilitar o recebimento de créditos da dívida ativa, mas que, na verdade, pretende criar mecanismos para assegurar as PPPs de forma a retirar qualquer risco dos investimentos privados.
“Temos nesse processo, o conflito original entre o público e o privado, onde agentes privados estão na gestão do espaço público, contribuindo para converter o fundo público na base do financiamento da acumulação privada. Desta forma, a gestão do espaço público é parte da justificava para a futura privatização efetiva do patrimônio público, tendo em vista o risco que o Estado de Alagoas tem de repetir as consequências desastrosas, já ocorridas em outros países, como a Grécia”, disse Menezes.
De acordo com ele, o seminário visa a desvendar a face oculta da criação da Alagoas Ativos S/A e defender o fortalecimento do serviço público e dos direitos dos trabalhadores.
A iniciativa conta com o apoio do Sindifisco, Sindjus-AL, Sintufal, Andes-SN e Sintietfal.
Por Ascom/Sindjus-AL



