Qualidade nos debates marcam segundo dia do Seminário EPT do Sintietfal
O segundo dia do Seminário de Educação Profissional e Tecnológica, dia 18 de maio, foi intenso de debates da mais alta qualidade. Três mesas de discussão compuseram a programação, que começou às 8 horas e se estendeu até às 22 horas.
No turno da manhã, a mesa redonda incorporou dois temas: Educação Profissional e Tecnológica e Relações de Gênero, com a servidora do IFMG Estelamaris Borges Cunha, e o golpe e as carreiras EBTT e PCCTAE, com a professora Jane Miranda Ventura e a TAE Marília Souto.
A primeira palestrante do dia, a assistente social Estelamaris defendeu os direitos das mulheres e falou da importância de homens e mulheres lutarem contra o patriarcado e o capitalismo para superar as opressões de gênero, que se manifestam na sociedade, incluindo os Institutos Federais.
No debate sobre as carreiras de docentes e TAEs, os presentes entenderam o contexto que a educação federal está inserida, as disputas que a envolvem e a luta para defender os servidores e o serviço público.
No turno da tarde, a mesa teve como tema a Rede Federal e a Reforma do Ensino Médio, com a palestra da professora da UFAL Georgia Cêa e tendo como debatedores os professores do IFAL, Cledilma Costa, Ana Luíza Porto e Carlos Marcelo.
Geórgia defendeu que a MP 746 deve ser chamada de antirreforma. “A Reforma do Ensino Médio pela sua pujança, ousadia e por sua finalidade, é muito mais do que uma contrarreforma, ela é uma antirreforma. Porque ela não só piora o que havia, ela destrói o que havia. Não é um ajuste no que há, é uma destruição do que há e a instauração do ensino novo, novo porque é completamente diferente e por conta disso todas as etapas da educação vão sofrer”, disse a professora da UFAL.
Os demais debatedores corroboraram com as críticas ao projeto do governo e apresentaram aspectos teóricos e práticos das implicações dessa antirreforma.
O último debate do segundo dia teve como tema Tecnologia social na pesquisa e na extensão, com a participação de movimentos sociais e de servidores, que lutam e atuam pela transformação social: Fábio Bezerra (Retep-MG), Claudemir Martins (IFAL), Carlos Lima (CPT), Eliane Silva e Sil Pinheiro (MLST) e Manoel Oliveira (Conac).
A mesa serviu para refletir sobre a função social dos Institutos Federais e sua atuação junto aos movimentos sociais, indígenas e quilombolas em Alagoas. “Esse momento é importante porque a gente traz os movimentos sociais para dentro do IFAL para dialogar sobre a educação. Muito se fala no tripé ensino-pesquisa e extensão, mas é preciso sempre a gente se perguntar que extensão, qual pesquisa e para quem? Qual o ensino, pesquisa e extensão a gente busca nesse tripé?”, indagou o diretor do Sintietfal Claudemir Martins.
Último dia
Os debates seguem pela manhã do sábado, dia 19 de maio, com a professora Maria Ciavatta. A educadora carioca comandará a mesa Perspectivas para o Ensino Médio Integrado no Contexto do Estado de Exceção no Brasil, a partir das 9 horas, no auditório Oscar Sátyro do IFAL Câmpus Maceió.






