Seminário de Educação do IFAL: Servidores rejeitam reforma do Ensino Médio
Professores e TAEs presentes no evento aprovaram carta em defesa do ensino técnico integrado
Os servidores e as servidoras presentes no 2º Seminário de Educação Profissional do IFAL aprovaram, por unanimidade, uma carta em defesa do Ensino Médio Integrado. A aclamação do documento ocorreu ao final da manhã desta sexta-feira, 13 de abril.
A carta aberta rejeita a Reforma do Ensino Médio e reafirma “o compromisso do IFAL com a oferta do ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio, garantindo na composição dos currículos desses cursos todos os componentes curriculares da formação geral em oferta”.
Reivindicando a autonomia didática, administrativa, financeira e pedagógica da Rede Federal, a carta defende a manutenção da oferta das disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Língua Espanhola, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Biologia, Física, Artes, Educação Física e Química e da formação técnica específica de cada área. Defende também, o “fortalecimento e valorização das práticas integradoras nos projetos de cursos técnicos integrados, curricularizando-as”.
Para a diretora do Sintietfal, Elaine Lima, esta carta faz parte da luta contra retrocessos na educação. “Neste momento de fortes ataques da Reforma do Ensino Médio nos Institutos Federais, a carta aprovada no Seminário é fundamental para que a gente se una e lute em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. Reafirmamos que o Sintietfal está junto para barrar essa reforma que retrocede os avanços na educação do povo brasileiro”, afirmou a dirigente sindical.
O documento foi elaborado na manhã desta terça-feira, de forma independente, por um grupo de professores e professoras, dentre eles alguns/as diretores/as do Sintietfal. O 2º Seminário de Educação Profissional foi organizado pela Reitoria do IFAL, no Hotel Hitz, nos dias 12 e 13 de abril.
Confira o documento, abaixo, na íntegra:
Em defesa do ensino técnico integrado
Nós, o corpo de servidores e servidoras do IFAL, reunido nos dias 12 e 13 de abril de 2018 em Maceió, por ocasião do II Seminário sobre o Ensino Integrado, reconhece o papel fundamental cumprido pelo IFAL e pelas demais instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica na promoção da inclusão e da cidadania por meio da oferta de educação em níveis médio, superior e pós graduação, de qualidade, gratuita, laica, omnilateral, emancipadora e socialmente referenciada, sustentada pelo tripé ensino, pesquisa e extensão.
Tendo em vista o momento de crise que questiona as bases constitucionais do nosso país e os princípios já registrados na Carta de Natal (2017), por ocasião do IV Colóquio Nacional e I Colóquio Internacional A Produção do Conhecimento em Educação Profissional: a reforma do ensino médio e suas implicações para a educação profissional, quer sejam:
- as instituições da rede federal gozam de autonomia didática, administrativa, financeira e pedagógica;
- o Artigo 35-A da LDB 9.394/1996, que dispõe sobre as formas de articulação entre o ensino médio e a educação profissional, inclusive a que se refere à integração entre ambas, bem como o capítulo dessa Lei que trata da Educação Profissional e Tecnológica (artigos 39 a 42) não foram alterados pela Lei nº 13.415/2017;
- o §3º do Art. 4º da Lei nº13.415/2017 permite a integração entre componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular – BNCC e os itinerários formativos.
Reafirma o compromisso do IFAL com a oferta do ensino médio integrado à educação profissional técnica de nível médio, garantindo na composição dos currículos desses cursos todos os componentes curriculares da formação geral em oferta, quer sejam: Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Língua Espanhola, História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Biologia, Física, Artes, Educação Física e Química e da formação técnica específica de cada área. Diante desse compromisso, encaminha: o fortalecimento e valorização das práticas integradoras nos projetos de cursos técnicos integrados, curricularizando-as.
Queremos expor que defendemos firmemente que tais mudanças ocorram por meio de um diálogo democrático, respeitoso com os envolvidos, sejam discentes, docentes, técnicos e comunidade.
Sendo assim, propomos:
- Comprometimento por parte da comunidade do IFAL, a saber, Reitoria, Pró-reitorias, Direções Gerais, Diretorias e departamento dos Campi, Coordenações, docentes e técnicos na manutenção dos componentes curriculares acima citados nos currículos do ensino médio técnico integrado;
- Formação de grupo de trabalho, com membros da comunidade acadêmica, para discussão do tema, no sentido de construir documentos, provocar discussões, se fazer presente nas representações das instâncias superiores e demais atividades necessárias para a garantia da permanência dos componentes curriculares nos currículos do ensino médio técnico integrado;
- Publicação desta carta nos meios de comunicação do IFAL, com destaque na página principal de nossa instituição por, pelo menos, 30 dias;
- Submissão desta carta ao Colégio de Dirigentes do IFAL – CD, Conselho Superior do IFAL – Consup, Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – Conif, Conselho Nacional de Educação – CNE e apresentação no II Fórum de Ensino Médio Integrado, em Brasília.
Maceió, 13 de abril de 2018








