15 de março de 2018

Luto: Sintietfal manifesta solidariedade e clama por justiça por Marielle Franco

Ato #MariellePresente está marcado para às 16h30, no Centro de Maceió

O Sintietfal lamenta profundamente a execução da vereadora do Psol do Rio de Janeiro. Marielle Franco, mulher, negra, mãe e militante dos direitos humanos, verdadeira representante da luta popular e do povo negro das favelas, foi assassinada na noite desta quarta-feira, 15 de março de 2018.

Marielle estava voltando do debate “Jovens negras movendo as estruturas”, na Lapa, quando teve seu carro emparelhado por outro, de onde saíram os disparos que ceifou sua vida e a de seu motorista, Anderson Pedro Gomes.

Todas as características apontam para um crime político, principalmente, porque a vereadora tinha denunciado, dias antes, a ação brutal e truculenta da PM na região do Irajá, na comunidade de Acari. Essa semana, publicou nas redes sociais “Somos todos Acari. Parem de nos matar”.

Marielle também havia assumido relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ela vinha se posicionando publicamente contra a medida.

“É evidente que não foi crime comum, mas crime político, execução de uma lutadora das causas populares. Todo Estado autocrático age na legalidade e na ilegalidade, essa é a marca do Estado no Brasil. Os grupos paramilitares existem e não apenas no Rio, formam o plus autocrático que se soma às ações bárbaras do Estado sob o manto da legalidade, justamente as que Marielle tanto denunciava. Quando um vereador do Rio, quinto mais votado, é executado dessa forma, isso denota que o ambiente político-institucional do Estado está favorável a tais ações. São os ventos tóxicos do golpe e da contrarrevolução preventiva agindo!”, afirmou o tesoureiro do Sintietfal, Gabriel Magalhães, em suas redes sociais.

O presidente do Sintietfal, Hugo Brandão, se manifestou, através de um postagem no facebook, condenando o crime. “Mataram Marielle, mas a luta dela vive! Não nos calarão! Justiça! Marielle presente!”. O dirigente sindical conclamou a população para ir às ruas exigir justiça. “As nossas lágrimas por Marielle deve se transformar em combustível para luta. Não silenciaremos o nome dos nossos mortos”, completou Brandão.

Em todo o Brasil, nesta quinta-feira, 15 de março, acontecem atos #MarielleFrancoPresente. Em Alagoas, o protesto está marcado para às 16h30, em frente à câmara de vereadores de Maceió, na Praça Deodoro.

A diretora de políticas associativas do Sintietfal, Mayara Esteves, também se pronunciou convidando todos para a mobilização de hoje. “O assassinato de Marielle é um crime contra todas nós, mulheres, e contra todas as pessoas que acreditam em um mundo melhor. Vamos às ruas manifestar nossa solidariedade, gratidão à história de Marielle e dizer que sua luta não foi em vão. Manteremos erguida a bandeira da justiça social e do fim de todas as opressões”.

Quem é Marielle?

Meu nome é Marielle Franco. Sou mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré. Sou socióloga com mestrado em Administração Pública. Fui eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos. Hoje, sou também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

Me formei pela PUC-Rio, e fiz mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Minha dissertação teve como tema: “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhei em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenei a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.

Iniciei minha militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré. Aos 19 anos, me tornei mãe de uma menina. Isso me ajudou a me constituir como lutadora pelos direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas. Acredito que ocupar a política é fundamental para reduzir as desigualdades que nos cercam.

(descrição extraída de seu site)

15 de março de 2018

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