20 de fevereiro de 2018

Sintietfal marca presença em ato contra a Reforma da Previdência

Mobilizações ocorreram em todo o país, obrigando o governo, sem votos, a recuar da tramitação da PEC 287

Centenas de trabalhadores/as foram às ruas, nesta segunda-feira (19), no Dia Nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência. Em Maceió, os/as manifestantes/as ocuparam o calçadão do comércio, realizando um ato público para defender a aposentadoria.

A mobilização foi organizada pelo Fórum Alagoano em Defesa da Previdência e Contra as Reformas de Temer, Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular. O Sintietfal participou da construção da atividade e marcou presença do ato, que distribuiu cerca de 10 mil panfletos com explicações sobre os impactos negativos dessa reforma.

Para o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (Sintietfal), Ederson Matsumoto, o Japa, a importância do ato é mostrar para a população que a reforma da Previdência vai acabar com a aposentadoria dos trabalhadores.

“Estamos nas ruas para dizer que não aceitaremos que governo golpista roube nossa aposentadoria. Todos os dias, nos horários nobres da TV do Brasil, está havendo campanhas contra o trabalhador, estão mentindo para você e dizendo que seu salário acaba com o país. Quando, na verdade, o que acaba com o país são os acordos com os banqueiros, latifundiários e dos grande empresários do país. Não vamos pagar essa conta”, disse Japa.

Matsumoto explica ainda que não há déficit na previdência, como ficou comprovado pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Federal.

“A CPI da Previdência comprova que não há nenhum rombo. Todos os anos centenas de bilhões de dólares são perdoados, principalmente dos bancos e das grandes empresas. Então, contra essa propaganda que estamos nas ruas mostrando a população que essa reforma não pode passar”.

Assista a intervenção de Ederson Matsumoto, em nome do Sintietfal: https://www.facebook.com/100009372284188/videos/p.2004075003248223/2004075003248223/?type=2&theater&notif_t=video_wall_create&notif_id=1519146011207933

Mais mobilizações

Antes mesmo do início do ato, na capital alagoana, houve panfletagens no terminal do Benedito Bentes e na UFAL. Além disso, seguindo a orientação das centrais sindicais, ocorreram protestos nos aeroportos diante do embarque dos parlamentares para Brasília.

No Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, dezenas de manifestantes seguraram faixas, cartazes e panfletaram alertando estar de olho nos deputados e senadores, avisando “se votar, não volta”.

Um dos alvos do protesto foi o senador Benedito de Lira (PP), aliado de Temer, que votou a favor do impeachment e da reforma trabalhista. O senador, denunciado na lava-jato, foi vaiado e chamado de golpista pelos presentes no aeroporto. Confira o vídeo.

No interior, trabalhadores/as também aderiram ao protesto. Em Delmiro Gouveia, aproximadamente 200 pessoas ligadas ao MST ocuparam a sede da Previdência Social contra a Reforma da Previdência. Em Arapiraca, centenas de pessoas tomaram as principais ruas da cidade. Nas rodovias federais BR 101 e BR 104, que cruzam o estado de Alagoas, houve bloqueios nas proximidades das cidades de União dos Palmares e Teotônio Vilela.

Suspensão da tramitação

Diante da votação do decreto da intervenção militar na segurança pública no Rio de Janeiro, o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB-CE), determinou ontem (19) a suspensão da tramitação de todas as propostas de emenda à Constituição (PEC) enquanto vigorar a intervenção prevista, até dezembro. A suspensão atinge mais de 190 propostas em andamento na Casa, entre elas a reforma da Previdência.

Para as Centrais Sindicais, o recuo do governo é uma vitória da classe trabalhadora que tem dito não, em todo o país, à PEC 287. De toda forma, é preciso manter a mobilização. “O governo recuou porque não tem votos necessários para aprovar a Reforma, mas o próprio Temer já disse que quer suspender o decreto quando tiver os 308 votos necessários para a aprovação da PEC. Não podemos confiar nesse governo e nesse parlamento. Se a reforma não vier esse ano, no próximo eles voltarão com a mesma  proposta absurda. É preciso manter nossa mobilização e luta”, disse Gabriel Magalhães, diretor do Sintietfal.

20 de fevereiro de 2018

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