6 de novembro de 2017

Servidores do IFAL aprovam adesão ao Dia Nacional de Paralisações

Os servidores do IFAL, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, aprovaram adesão ao Dia Nacional de Paralisações, que acontece nesta sexta-feira, 10 de novembro. A AGE foi realizada no pátio do Câmpus Maceió, na tarde desta segunda-feira, 6.

A decisão de paralisar em protesto contra as medidas do governo Temer foi unânime e expressou o descontentamento da categoria diante dos ataques aos direitos da classe trabalhadora, à aposentadoria e aos serviços públicos.

A mobilização é nacional e tem como pauta principal a revogação da Reforma Trabalhista e a rejeição da Reforma da Previdência. Em Maceió, está confirmado ato público, a partir das 9 horas, na Praça Sinimbu. Em Arapiraca e Delmiro Gouveia também devem acontecer mobilizações.

“Nós temos que ir para as ruas levando nossas reivindicações da defesa do serviço público, da educação pública e da carreira no serviço público federal”, disse o tesoureiro do Sintietfal, Gabriel Magalhães.

A construção do Dia Nacional de Paralisações e Greves é uma iniciativa dos sindicatos dos metalúrgicos em todo o Brasil e ganhou a adesão das Centrais Sindicais e sindicatos nacionais, como o Sinasefe. A Fasubra, entidade representante dos TAEs das Universidades Federais, não só aderiu à data como também definiu iniciar uma greve por tempo indeterminado neste mesmo dia.

“A Plena do Sinasefe, assim como o Congresso da CSP-Conlutas, definiu jogar peso no dia 10 para fazer uma boa paralisação. Não temos indicativo de greve aprovado, mas ficou definido  que devemos paralisar dia 10 e ter uma Caravana à Brasília, para fortalecer a greve da Fasubra”, explicou Ederson Matsumoto, diretor do Sintietfal, sobre as definições tomadas na 152ª Plena.

Para o servidor Alexandre Padilha, o momento é de enfrentamento e mobilização. “Independente de nossa leitura ideológica são inquestionáveis os prejuízos dessas medidas à classe trabalhadora. Por isso, é momento de união e ação”, disse o professor.

A assembleia dos servidores do IFAL debateu o congelamento salarial e o aumento da alíquota da Previdência, a partir da MP 805; a reforma trabalhista e da Previdência; os cortes no orçamento público e o fim da estabilidade; e luta contra Temer.

O diretor jurídico do Sintietfal, Yuri Buarque, destacou a importância da adesão dos servidores a essa paralisação. “Esses servidores aqui, presentes nesta assembleia, estão comprometidos com a luta e a defesa da educação e têm a missão de ajudar a mobilizar todo o IFAL e a colocar essa categoria nas ruas contra Temer e suas reformas”.

 

6 de novembro de 2017

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