Servidores do IFAL aprovam adesão ao Dia Nacional de Paralisações
Os servidores do IFAL, reunidos em Assembleia Geral Extraordinária, aprovaram adesão ao Dia Nacional de Paralisações, que acontece nesta sexta-feira, 10 de novembro. A AGE foi realizada no pátio do Câmpus Maceió, na tarde desta segunda-feira, 6.
A decisão de paralisar em protesto contra as medidas do governo Temer foi unânime e expressou o descontentamento da categoria diante dos ataques aos direitos da classe trabalhadora, à aposentadoria e aos serviços públicos.
A mobilização é nacional e tem como pauta principal a revogação da Reforma Trabalhista e a rejeição da Reforma da Previdência. Em Maceió, está confirmado ato público, a partir das 9 horas, na Praça Sinimbu. Em Arapiraca e Delmiro Gouveia também devem acontecer mobilizações.
“Nós temos que ir para as ruas levando nossas reivindicações da defesa do serviço público, da educação pública e da carreira no serviço público federal”, disse o tesoureiro do Sintietfal, Gabriel Magalhães.
A construção do Dia Nacional de Paralisações e Greves é uma iniciativa dos sindicatos dos metalúrgicos em todo o Brasil e ganhou a adesão das Centrais Sindicais e sindicatos nacionais, como o Sinasefe. A Fasubra, entidade representante dos TAEs das Universidades Federais, não só aderiu à data como também definiu iniciar uma greve por tempo indeterminado neste mesmo dia.
“A Plena do Sinasefe, assim como o Congresso da CSP-Conlutas, definiu jogar peso no dia 10 para fazer uma boa paralisação. Não temos indicativo de greve aprovado, mas ficou definido que devemos paralisar dia 10 e ter uma Caravana à Brasília, para fortalecer a greve da Fasubra”, explicou Ederson Matsumoto, diretor do Sintietfal, sobre as definições tomadas na 152ª Plena.
Para o servidor Alexandre Padilha, o momento é de enfrentamento e mobilização. “Independente de nossa leitura ideológica são inquestionáveis os prejuízos dessas medidas à classe trabalhadora. Por isso, é momento de união e ação”, disse o professor.
A assembleia dos servidores do IFAL debateu o congelamento salarial e o aumento da alíquota da Previdência, a partir da MP 805; a reforma trabalhista e da Previdência; os cortes no orçamento público e o fim da estabilidade; e luta contra Temer.
O diretor jurídico do Sintietfal, Yuri Buarque, destacou a importância da adesão dos servidores a essa paralisação. “Esses servidores aqui, presentes nesta assembleia, estão comprometidos com a luta e a defesa da educação e têm a missão de ajudar a mobilizar todo o IFAL e a colocar essa categoria nas ruas contra Temer e suas reformas”.










