Reitoria do IFAL tentou desmobilizar paralisação do dia 10 de novembro
Contrariando a ação da Reitoria, o Dia Nacional de Paralisações, realizado em 10 de novembro, foi um sucesso no IFAL. Os câmpus do Instituto não tiveram aulas e houve uma grande participação dos servidores nos atos, principalmente em Maceió.
A categoria mostrou que está na luta em defesa da educação federal e de direitos, por isso, não temeu o e-mail enviado um dia antes da manifestação pela Diretoria de Gestão de Pessoas com uma ameaça de corte de ponto aos adeptos da paralisação.
Segundo o comunicado aos gestores, os servidores que participassem do dia nacional de lutas deveriam “cadastrar a ocorrência ‘falta por greve’ no Sigrh” e esse registro ensejaria o corte de ponto. Comunicou ainda que essa ocorrência impossibilita a reposição do dia de trabalho, exceto após um acordo entre o sindicato e a Reitoria para a compensação do expediente.
Para a direção do Sintietfal, esse e-mail foi uma clara tentativa de desmobilizar a categoria, que está ciente dos prejuízos que o atual governo tem gerado à educação, aos direitos e à aposentadoria da classe trabalhadora.
“Em uma conjuntura de retrocessos como essa, qualquer ação visando punir servidores ou inviabilizar sua participação nas lutas por direitos é operar contra o serviço público e ser cúmplice do governo golpista”, afirma a nota do Sintiefal.
Confira a nota na íntegra abaixo:
NOTA DO SINTIETFAL SOBRE A PARALISAÇÃO DO DIA 10 DE NOVEMBRO
- O Sintietfal parabeniza os servidores do IFAL pela adesão ao Dia Nacional de Paralisação, realizado em 10 de novembro, contra as reformas do governo e em defesa da aposentadoria e dos serviços públicos;
- Entendemos que a paralisação foi legítima e atendeu os requisitos legais: foi realizada a assembleia geral, no dia 6 de novembro, onde por unanimidade os servidores definiram pela paralisação; e foi comunicado oficialmente à Reitoria a decisão da assembleia, com 72 horas de antecedência;
- Consideramos intimidador o e-mail enviado pela Diretoria de Gestão de Pessoas aos Gestores, na véspera da paralisação, orientando a cortar o ponto dos adeptos ao movimento;
- Em uma conjuntura de retrocessos como essa, qualquer ação visando punir servidores ou inviabilizar sua participação nas lutas por direitos, é agir contra o serviço público e ser cúmplice do governo golpista.
- O Sintietfal reafirma sua disposição ao diálogo com os gestores e espera bom senso e solidariedade ao movimento para que não haja punição com corte de salários dos adeptos à paralisação.



