Conlutas faz chamado para construção de nova Greve Geral

A Conlutas publicou nota, nesta quarta-feira (22), fazendo um chamado à classe trabalhadora para a construção de uma nova Greve Geral. Em carta, a entidade alerta para a possível votação da Reforma da Previdência ainda em 2017 e orienta suas bases a construir um processo de discussão sobre a luta contra o fim da aposentadoria.
“É preciso e necessário que os trabalhadores deem uma resposta urgente. É urgente também a convocação da Greve Geral, como aprovado pelas Centrais e divulgada em nota do dia 10 de novembro. Como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já fala em marcar a votação para o dia 6/12, torna-se mais urgente ainda a convocação dessa Greve Geral”, diz trecho da carta.
Fonasefe
Da mesma forma, ainda em outubro, o Fórum de Entidades Nacionais do Serviço Público Federal (Fonasefe), em seu jornal, reforça o chamado para a uma Greve Geral. O informativo conclama, principalmente os servidores públicos, para lutarem contra a Reforma da Previdência e outros ataques aos serviços públicos. A publicação também traz uma tabela que explica os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16 no funcionalismo. Leia aqui o jornal do Fonasefe.
Confira a Carta da CSP-Conlutas na íntegra:
Organizar a resistência e reforçar o chamado à greve geral contra a Reforma da Previdência
Temer acaba de lançar uma grande campanha publicitária nacional para tentar ganhar a população em favor da reforma da previdência com o eixo de que “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”, alegando que os servidores públicos são privilegiados, sendo, portanto, necessária a reforma para garantir o direito à aposentadoria de todos os trabalhadores.
A reforma vai ser alterada, porém mantendo sua essência, ou seja, o aumento da idade mínima para homens (65) e mulheres (62) e acabar de vez com a paridade entre ativos e aposentados no serviço público. De conteúdo, vai permitir aposentadoria com 15 anos de contribuição (combinado com idade mínima), mas com salário de menos de 50% da ativa, elevando a aposentadoria integral para um período de contribuição de 44 anos, mais a idade mínima. A intenção é de aprovar tudo ainda neste ano.
Neste momento, não se apresenta nenhuma reação por parte da maioria das Centrais Sindicais. Ninguém está fazendo nada!
É preciso e necessário que os trabalhadores deem uma resposta urgente. É urgente também a convocação da Greve Geral, como aprovado pelas Centrais e divulgada em nota do dia 10 de novembro. Como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já fala em marcar a votação para o dia 6/12, torna-se mais urgente ainda a convocação dessa Greve Geral.
Nesse sentido, orientamos as entidades e movimentos da CSP-Conlutas a construir imediatamente um amplo processo de discussão nas bases, realizando reuniões e plenárias nos estados, e repercutir em todos os meios de comunicação de nossas entidades o que está em jogo neste momento, ou seja, o fim da aposentadoria. Preparar a resistência contra esse possível ataque e também tomar iniciativas na unificação com os demais setores de fora da Central, entidades e organizações do movimento.
Para explicar a nova investida do governo em relação à reforma da previdência, a SEN vai produzir vídeos, virais, memes e amplo material de propaganda para esclarecer os efeitos nocivos desse projeto. Devemos ainda encaminhar o seguinte calendário de mobilização para o período:
Marcha das Periferias como parte do mês da Consciência Negra – Novembro Negro;
Luta contra a PEC-181/11 e ações das mulheres contra a aprovação do projeto;
Dia Nacional de Lutas do Funcionalismo em 28 de novembro com Marcha à Brasília e ações no Congresso Nacional;
Construir a greve geral para o dia de votação da reforma da previdência, caso seja encaminhada no Congresso Nacional.
Fora Temer e os corruptos do Congresso Nacional!
São Paulo, 17 de novembro de 2017
Plantão da SEN na Sede Nacional da CSP-Conlutas


